Prefeito disse que não tem gays em Sochi
Prefeito de Sochi, cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, Anatoly Pakhomov revelou que não há gays na cidade, segundo a rede de notícias BBC.
O político do partido do presidente da Rússia, Wladimir Putin, disse que a homossexualidade não é bem-vinda na região, contudo, afirmou que receberia os gays com “hospitalidade” se eles respeitassem as leis da Rússia. A competição será disputada entre os dias 6 e 23 de fevereiro.
“Nossa hospitalidade será sentida por todos os que respeitarem as leis da Rússia e não impuserem os seus hábitos para outras pessoas”, disse Pakhomov.
Quando perguntado se os gays deveriam esconder a sua orientação sexual, o prefeito foi taxativo.
“Não, nós apenas dizemos que isso (homossexualidade) é uma coisa sua, é a sua vida, mas, não é algo aceito no Cáucaso onde vivemos. Nós não os temos (gays) em nossa cidade”, completou.
Contestado
Após ter a sua declaração contestada, Pakhomov voltou atrás e disse não ter certeza se não havia gays em Sochi.
“Eu não tenho certeza, mas eu não os conheço de forma alguma”, limitou-se a responder.
O repórter da BBC, John Sweeney, conta que foi a um bar gay em Sochi na noite anterior à entrevista com o prefeito. Um funcionário do estabelecimento revelou ao jornalista que havia dois bares para homossexuais na região, além de muitos outros pelo país.
Boris Nemtsov, ex-vice do primeiro ministro russo e agora líder da oposição, ridicularizou a declaração de Pakhomov.
“Que eu saiba, existem vários bares gays
Lei antigay
Às vésperas das Olimpíadas, a lei antigay russa, que proíbe propagandas homossexuais no país, é dos assuntos de maior polêmica na região.
O governo local tentou minimizar o debate, no entanto, a regra ainda é motivo de preocupação do COI - Comitê Olímpico Internacional.
A norma assinada pelo presidente russo em junho de 2013 diz que até estrangeiros podem ser multados e presos.
Depois de uma onda de protestos e ameaça de boicote, as autoridades do país asseguraram que a lei local não vai interferir na vida privada de atletas e visitantes durante os Jogos de Inverno.
Impacto
O capítulo de maior impacto sobre o caso envolveu a recordista mundial do salto com vara, a russa Yelena Isinbayeva, que se posicionou a favor do governo durante o Mundial de Atletismo de Moscou, na Rússia, em agosto passado.
A lei gerou repercussão também no cenário político internacional. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu indicar duas atletas homossexuais para representar o país nas cerimônias de abertura e encerramento em Sochi.
Redação Futebol Bauru
27/01/2014.

