Prefeito dispara contra governo do Rio

02/07/2016Mais Esportes

Contrariado com o roubo de equipamentos de duas redes de TV alemãs, e com declarações do Secretário Estadual de Saúde do Rio, que afirmou que os hospitais podem parar de funcionar durante a Olimpíada, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), elevou o tom das críticas contra o governo do Estado.

 

“Já está atrapalhando demais o Rio esse chororô. Agora está na hora de trabalhar. Confio no governador Dornelles e espero que ele coloque o secretariado para arregaçar as mangas e pare de tanto blá-blá-blá. É muita reclamação o dia inteiro”, disse o prefeito, após reunião com sua equipe, em hotel na Barra da Tijuca.

 

“Assumam as responsabilidades, os recursos estão disponibilizados, o presidente Michel Temer ajudou, deveriam estar agradecendo, lambendo os beiços, e tocando a vida”, afirmou Paes.

 

Questionado sobre o impacto do assalto à equipe alemã na imagem do Rio, o prefeito lembrou que a segurança pública é responsabilidade do Estado e disse já ter feito o que pôde para ajudar o governo Estadual.

 

“Está no limite, falta o mínimo de comando, não pode virar esse desmando no Rio. Não pode falar que é problema social porque problema social também tem em São Paulo e a gente não vê isso. Tem em Recife, em Belo Horizonte e a gente não vê isso. O que a gente espera das forças policiais do Estado é que elas cumpram suas obrigações”.

 

Paes lembrou que o município assumiu dois hospitais estaduais e uma biblioteca e lançará o projeto de segurança Centro Presente, que prevê parceria com organizações privadas para aumentar o policiamento nas ruas da região central da cidade.

 

Reação

O risco de interrupção no serviço estadual de saúde durante a Olimpíada também provocou reação do prefeito.

O secretário de Estado da Saúde, Luiz Antônio Teixeira Junior, afirmou em entrevista ao jornal O Globo que o quadro atual é pior do que no mês de dezembro, quando a rede entrou em colapso devido à crise financeira.

 

“Um absurdo um secretário dizer isso nessa altura do campeonato. Vá aprender a gerenciar, vá aprender a economizar custos”, disse o prefeito, antes de dar como exemplo os dois hospitais estaduais cujo comando foi assumido pela Prefeitura, em janeiro passado.

 

Vergonha na cara

“O Albert Schweitzer e o Rocha Faria custavam R$ 500 milhões e estamos pagando R$ 300 milhões. Se tiver vergonha na cara, capacidade gerencial e administração, vai resolver os problemas”, afirmou.

 

Para o prefeito, o governo Estadual não pode apenas culpar a crise pelos problemas e não fazer mais nada.

 

“Não dá pro prefeito assumir a função do governador nem a Prefeitura assumir o governo do Estado. Tudo tem limite. Se o secretário está dizendo que vai parar mais alguma coisa, pede o boné”.

 

Redação Futebol Bauru

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02/07/2016


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