Portuguesa tem área anexa ao estádio penhorada
A Portuguesa sofreu nova derrota na Justiça do Trabalho e não conseguiu reverter a penhora de parte do seu estádio, o Canindé, determinada em abril passado, para garantir o pagamento de ações que somam R$ 47 milhões de reais.
O clube teve recurso negado ao alegar excesso na penhora, falhas no laudo pericial que determinou a localização da área bloqueada, a dimensão e o valor do terreno de 42 mil metros quadrados.
Peritos do TRT - Tribunal Regional do Trabalho avaliaram o local, que inclui o clube social, mas não o estádio, em R$ 123 milhões 500 mil reais, mas o clube afirma que a área vale dez vezes mais. A tentativa dos dirigentes, porém, foi mal sucedida. Agora, a Justiça já pode determinar a data e forma de venda do imóvel.
Dívidas antigas
Para garantir o pagamento dos débitos, a 59ª Vara Trabalhista de São Paulo não só penhorou, como também tornou indisponível o terreno da sede social da Portuguesa. Qualquer negociação referente ao imóvel tem de passar pelos tribunais.
A ação original, de 2002, é de autoria do ex-jogador Tiago de Moraes Barcellos e cobra cerca de R$ 5 milhões de reais. Houve acordo seis anos depois, mas a Portuguesa só saldou metade da dívida, o que fez com que a disputa voltasse à vara de origem, que determinou a penhora do terreno.
Com o imóvel como garantia, mais processos em fase de execução foram incluídos nesta mesma cobrança. São outros sete, um deles cível. A preferência, porém, é das ações trabalhistas.
Entre os ex-jogadores que têm dinheiro a receber da Portuguesa estão o ex-zagueiro Rogério Pinheiro (R$ 10 milhões de reais) e o atacante Ricardo Oliveira (R$ 1 milhão de reais), atualmente no Santos.
Redação Futebol Bauru
22/05/2015
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