Políticos viram réus por milhões ao Grêmio Barueri

11/03/2016Mais Esportes

Quase 120 funcionários públicos foram cedidos sem custos ao clube. (Emílio Botta)

A Justiça de São Paulo recebeu pedido do Ministério Público de São Paulo e transformou em réus o atual prefeito de Barueri, Gil Arantes (DEM), e seu antecessor, Rubens Furlan (PSDB), além de seis ex-dirigentes do Grêmio Barueri, por improbidade administrativa.

 

Todos são acusados de utilizar dinheiro público para sustentar o clube irregularmente e enriquecer ilicitamente, segundo matéria do Globo.Esporte.

 

Os promotores cobram o ressarcimento aos cofres públicos dos valores utilizados ilegalmente, além de multa e suspensão dos direitos políticos.

 

Mais de R$ 70 milhões

Segundo inquérito civil, R$ 70 milhões 600 mil reais de verba pública irrigaram o clube entre 2003/07 e que sem ponto no Campeonato Paulista Série A3 está virtualmente rebaixado à Segunda Divisão em 2017.

 

O MP considera que pelo menos R$ 18 milhões 500 mil reais são irregulares, valor que já foi bloqueado por liminar em 2012, quando a ação foi ajuizada. Agora, perícia deverá ser pedida para avaliar se esse montante é maior.

 

Além de Furlan e Arantes, a juíza Graciella Lorenzo Salzman, da Vara da Fazenda Pública de Barueri, também ordenou a citação de Jaime Gonzaga Matsumoto, Roberto Ramos de Campos, Walter Jorquera Sanches, Rodrigo Pastana Jorquera, Marcos Antonio Monteiro de Almeida e Sergio Eduardo Dias da Silva Junior, que teriam se aproveitado das irregularidades enquanto foram sócios do Grêmio Barueri.

 

Funcionários públicos

O dinheiro deixou a Prefeitura a caminho do clube com a assinatura de convênio, em 2002, com a ONG Grêmio Recreativo Barueri para desenvolvimento do esporte na cidade. À época, Gil Arantes era o prefeito. Um ano antes, porém, a entidade havia criado departamento de futebol profissional, onde parte do dinheiro foi utilizado.

 

O Ministério Público alega que o convênio, feito sem licitação, não poderia subsidiar atividade profissional, com fins lucrativos.

 

Além dos mais de R$ 70 milhões de reais, a administração Municipal ainda cedeu 119 funcionários públicos para trabalharem no clube, além de permitir a utilização de bens da cidade, como a Arena Barueri, sem custo.

 

Redação Futebol Bauru

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11/03/2016


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