PF investiga clube por uso de verba pública

23/06/2013Mais Esportes

Sensação do Campeonato Brasileiro, o Atlético Mineiro é investigado pela Polícia Federal por suspeita de irregularidade na utilização de verba obtida pela Lei de Incentivo ao Esporte.

 

A PF de Minas apura denúncias de que o clube teria feito contratação irregular para compra de equipamentos de musculação em 2009, já durante a gestão do atual presidente, Alexandre Kalil.

 

O inquérito já teve desdobramentos. O Ministério do Esporte impediu o clube de requisitar benefícios por intermédio da Lei de Incentivo.

 

Em 2007, o Ministério do Esporte aprovou projeto solicitado pelo Atlético, então presidido por Ziza Valadares, e pelo qual captou R$ 5 milhões de reais com BMG, Fiat e Cemig.

 

Do repasse, o clube teria usado quase R$ 4 milhões de reais entre 2007 e o fim de 2008. Sob pretexto de modernizar seu departamento profissional abriu, à época, concorrência para fornecimento de equipamentos de musculação.

 

O clube teria descartado orçamentos mais baratos apresentados pelas tradicionais Life Fitness e Reebok e preferido proposta da Áquila Fitness, que mostrou orçamento de R$ 510 mil reais.

 

Também uma empresa que nem teria participado da licitação, a Technofitness, emitiu duas notas fiscais de venda ao clube e foi paga.

 

O valor apresentado no orçamento da Áquila, de acordo com a denúncia, foi “pago” com cheques da conta aberta pelo Ministério no BB, que é procedimento padrão, em dezembro de 2007, um de R$ 70 mil, nominal à Áquila, e um outro de R$ 440 mil, destinado à Technofitness.

 

As notas emitidas pela Technofitness são quase sequenciais, de número 1 e 3, e no documento consta um endereço diferente do comunicado no SPC - Serviço de Proteção ao Crédito.

 

Redação Futebol Bauru

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23/06/2013.

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