Pelé, mito, completa 75 anos e quer família unida

23/10/2015Mais Esportes

Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, completa 75 anos nesta sexta-feira. Contrariando muita gente, não é um senhor de cabelos brancos, bigode grosso e que passa os dias sentado em cadeira de balanço contando sua história.

 

O Rei do Futebol, reverenciado no mundo muito antes de sair de campo e se tornar lenda, ainda está na ativa.

 

Nesta semana, desembarcou na Índia para fazer a alegria de milhares de pessoas, homens, mulheres e crianças, todos apaixonados por ele e pelo futebol. A única coisa que queriam era tocá-lo, como se o brasileiro não fosse de carne e osso.

 

Desde 1977

Pelé não chuta uma bola desde 1977, quando se despediu pela última vez na partida do Cosmos com o Santos, dia 1º de outubro, no Giants Stadium, Estados Unidos, atuando um tempo para cada lado. Tinha 36 anos.

 

Nunca foi esquecido. Continua apertando a mão de gente famosa, de presidentes a papas, mas sempre que pode se refugia onde mais gosta de estar, em sua casa com a mulher, filhos e a criançada. Pelé é um senhor humilde, emotivo e feliz.

 

Enfraquecido pela idade, cirurgias e internações nos últimos anos, como uma troca do fêmur por desgaste e que o impedia de andar, devido as dores fortes, Pelé ainda não completou sua missão.

 

Família unida

Ao Estadão, revelou três desejos que espera festejar com a família, como nos almoços de domingo.

 

Aliás, seu maior desejo é que os familiares continuem unidos e com saúde. Pelé tem três filhos do primeiro casamento e mais dois do segundo, além da Flávia, fisioterapeuta que o tem acompanhado desde a primeira internação dos últimos tempos.

 

As viagens pelo mundo, representando marcas com as quais tem contrato, também tendem a diminuir. É uma promessa, diz.

 

Dorme muito

O desgaste é cada vez maior, embora consiga descansar nos voos. Pelé tem um ritual nos aviões, do qual não abre mão: pede para a aeromoça o acordar somente na aterrissagem.

 

Não come nem bebe. Também não se livra dos sapatos nem se desarruma na poltrona. Dorme do começo ao fim da viagem.

 

Nesses anos todos em que sustenta seu reinado sem coroas, conquistado com dribles, gols e títulos, e sem pedir para ser coroado, viu uma série de postulantes ao trono ficar pelo caminho.

 

Ninguém melhor

Ninguém nunca chegou nem perto dele. Maradona foi quem mais se aproximou. Ronaldinho e Messi não são metade do que foi.

 

Ninguém ousa compará-los, embora sempre que um jogador se destaca no futebol surge a notícia de que um ‘novo Pelé’ está sendo forjado. O Rei nunca acreditou em substituto. Seu reinado morrerá como ele.

 

Redação Futebol Bauru

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23/10/2015

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