Oposição quer intervenção em clube
A polêmica sobre a legalidade do terceiro mandato consecutivo de Juvenal Juvêncio como presidente do São Paulo voltou à tona.
O desembargador Theodureto Camargo, da 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiu acatar ação da oposição que torna ilegal a eleição realizada em abril passado.
No pleito, o atual presidente, amparado por recurso analisado pelo próprio desembargador, derrotou o oposicionista Edson Lapolla por 163 votos a 7. O resultado, porém, ficou sub judice.
A nova decisão anula este recurso e, em tese, obriga que a reforma estatutária que permitiu ao presidente disputar sua segunda reeleição consecutiva seja aprovada pelos sócios, e não apenas pelo Conselho.
Sem risco de afastamento
Segundo um dos líderes da situação, Carlos Miguel Aidar, o grupo pró-Juvenal irá recorrer da decisão, e não há risco de o presidente ser afastado. “A oposição está fazendo tempestade em um copo d´água”, disse Aidar.
Não é o que pensa Lapolla. O candidato derrotado considera que a manutenção do mandatário é ilegal. E defende que o posto seja ocupado por um interventor ou pelo presidente do Conselho Deliberativo do clube, José Carlos Ferreira Alves, até nova eleição.
Em maio, o juiz Carlos Alberto de Campos Mendes, da 3ª Vara Cível de Pinheiros, já havia decidido que o resultado do pleito é ilegal.
Em 20 de abril passado, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo desde 2006, foi eleito pela terceira vez, para mais três anos, para o cargo ao derrotar Lapolla.
Pelo regimento interno do clube, um mandatário pode disputar apenas uma reeleição. Mas a mudança estatutária sugerida pela situação e aprovada pelo Conselho, decidiu desconsiderar o primeiro mandato do presidente, que aconteceu sob um estatuto diferente.
Redação Futebol Bauru
29/09/2011.

