Operador se apresenta e nega ter falhado
O operário José Walter Joaquim, 56 anos, que conduzia o guindaste que tombou quando içava parte da cobertura do Itaquerão, deixando dois funcionários mortos, depôs à Polícia Civil e negou que tivesse havido cometido algum erro na operação.
A hipótese de falha humana como causa do acidente é uma das três investigadas pela polícia no caso. As outras duas são problema mecânico e afundamento do solo.
Segundo o delegado Luiz Antonio da Cruz, o operador gastou boa parte do depoimento para defender sua qualificação técnica.
Apresentou certificados de treinamento e atestados de capacitação emitidos pela Liebherr, fabricante do veículo.
Disse que trabalha há 17 anos como operador de guindaste e que há cerca de dois anos e meio atua exclusivamente com o tipo de equipamento que operava no acidente.
Trepidação
Afirmou, ainda, que foi o responsável pelos 37 içamentos anteriores feitos na obra. O que provocou o acidente era o último que seria feito no estádio.
Joaquim disse que, momentos antes do acidente, sentiu uma trepidação do guindaste e, por isso, entrou em contato com dois supervisores via rádio informando a situação.
Afirmou que foi orientado a deixar o veículo, o que acabou fazendo. Segundo o operador, entre sentir a trepidação, informar os superiores e deixar o guindaste, passou-se cerca de um minuto.
De acordo com Joaquim, a Locar, empresa que locou o guindaste à Odebrecht, construtora responsável pela obra, tinha poder de veto nas operações: podia cancelá-las ou adiá-las se achasse que as condições meteorológicas, por exemplo, fossem desfavoráveis.
Naquele dia, a empresa fez uma análise das condições e concluiu que era possível fazer a operação. Uma das hipóteses para o acidente é que, em razão das chuvas nos dias anteriores, o solo estivesse úmido, o que teria provocado o afundamento do guindaste.
Redação Futebol Bauru
04/12/2013.

