Olimpíada sofre corte de mais de 900 milhões
Metrô só vai funcionar para levar atletas
Os Jogo Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto, sofreram corte de R$ 900 milhões de reais no orçamento, consequência da crise econômica do Brasil.
Detalhes sobre a medida serão apresentados ao COI - Comitê Olímpico Internacional, em Lausane, na Suíça. Os responsáveis brasileiros pelos Jogos vão mostrar que conseguiram equilibrar os gastos com a receita, mas tiveram de abrir mão de vários projetos.
O corte nos investimentos irritou dirigentes de várias modalidades que serão atingidas.
No total, R$ 7 bilhões 400 milhões serão gastos no Rio de Janeiro, sem contar as obras de infraestrutura da cidade. Para chegar a esse valor, porém, 12% dos custos inicialmente programados foram eliminados.
Os principais cortes foram realizados em instalações esportivas e na eliminação de construções temporárias. Mas outras obras foram afetadas.
População sem Metrô
O Metrô, por exemplo, vai operar apenas para levar os passageiros de Ipanema para a Barra, local dos Jogos, sem parar em todas as estações.
O Metrô, considerado fundamental. “Sem metrô não teremos público no evento”, alertou ao Estado o vice-presidente do COI, Craig Reedie. “Não há opção. Essa obra precisa ocorrer”, insistiu.
Prevista para custar R$ 1 bilhão de reais, a obra da Linha 4 conseguiu apenas liberação de R$ 422 milhões de reais do BNDES. O governo do Estado tentou pressionar a presidente Dilma Rousseff para acelerar os empréstimos. Mas os valores não teriam sido transferidos.
Ainda faltam
Para driblar o problema, a linha não vai parar em todas as seis estações previstas.
Redação Futebol Bauru
02/03/2016
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