Olimpíada de Inverno pode ter falta de neve
Após mais de sete anos de preparativos e gastos de mais de US$ 2 bilhões de dólares, ou R$ 3 bilhões e 640 milhões de reais, os organizadores já estão com quase tudo pronto para a Olimpíada de Inverno, em fevereiro, em Vancouver, Canadá, mas falta o principal: a neve.
Uma escassez de neve, bem como previsões meteorológicas negativas que não mostram nem mesmo um floco no futuro próximo, e temperaturas quentes demais para que se possa produzir neve com máquinas, forçaram os organizadores a recorrer ao plano de emergência para o complexo de Cypress Mountain, onde seis modalidades de esqui e snowboarding devem ocorrer.
Neve, parte da qual artificial, produzida e armazenada durante a temporada de frio mais intenso, será trazida de locais de elevação maior, por terra e pelo ar, através de helicóptero. Em certas provas, palha e madeira serão usadas como base para pistas, e a neve apenas cobrirá a área de competição.
Existe neve abundante e temperaturas baixas o suficiente para outras modalidades disputadas ao ar livre, como as provas de esqui nórdico e alpino, que serão em Whistler, ao norte de Vancouver. Mas, pelo menos por enquanto, não há neve suficiente para as provas de snowboarding e três dos eventos de esqui.
A última ocasião em que a falta de neve forçou uma cidade a adotar medidas drásticas foi em 1964, na Olimpíada de Innsbruck, na Áustria. Foi o Exército austríaco quem salvou a situação, talhando blocos de gelo para a pista de bobsled e transportando dezenas de milhares de metros cúbicos de gelo para os eventos de esqui alpino.
Redação AFB
26/01/2010.

