O time campeão de 43 está completo no céu
Xandú que já vinha doente foi internado a pedido de Damião
Xandú que mais vezes vestiu a camisa do Noroeste, por 12 anos, sem nunca ter sido expulso e que era o único vivo do time campeão do Interior de 1943, faleceu nesta quarta. Em 7 de julho passado recebeu a visita do presidente Damião Garcia.
Com pesar profundo o EC Noroeste comunica o falecimento de Armando Padroni, o Xandú, ocorrido nesta quarta-feira, em Bauru, e que em 10 de dezembro próximo completaria 91 anos. Xandú jamais foi expulso de campo e atuou como lateral e depois como zagueiro nos times do Noroeste, nas décadas de 1940 e 50. Foi o jogador que mais vezes, por mais de 12 anos, vestiu a camisa do Noroeste. Encerrou a carreira em 1955 e era o único atleta vivo do time campeão do Interior em 1943. O presidente Damião Garcia emocionado lembrou-se de Xandú. “Era o meu ídolo. Na minha infância em Bauru, quando tinha 13 anos, ia ao campo ver maravilhado o futebol do Xandú, um dos maiores jogadores que vi atuar. Este é um dia muito triste para todos nós do Noroeste, especialmente para mim”, lamentou. Em 7 de julho deste ano, o presidente Damião Garcia visitou Xandú. Encontrou o ídolo debilitado, na cama. Ao deixar, emocionado, a casa humildade, na Vila Cardia, Damião solicitou a compra de uma cadeira de rodas e a imediata internação hospitalar de Xandú. O gerente de futebol do Noroeste, Ricardo Occhiuto, através da assessoria de imprensa do clube, destaca “o momento de tristeza e comoção que abate sobre o Noroeste com a perda histórica do Xandú”. Segundo o gerente, Xandú seria homenageado, pelo Centenário do Noroeste, antes do jogo amistoso internacional contra o Estoril de Portugal, em 21 de julho passado, “mas já não tinha, infelizmente, condição física de ir ao campo”, lamentou igualmente Evaldo Armani, assessor de marketing do clube. Xandu nasceu em 1919 em Avaí, a 30 quilômetros de Bauru, criou-se em Jaú onde iniciou a carreira no Palmeiras daquela cidade, transferindo-se depois para o Noroeste onde brilhou intensamente. Xandú estava internado havia mais de uma semana no Hospital Beneficência Portuguesa, em Bauru. Deixa a esposa dona Floraci de Almeida Padroni, as netas Ana Cláudia, Juliana e Amanda e dois bisnetos Lucas e Lorena. Seu único filho Armando Aparecido Padroni, o Manduca, também ex-zagueiro do Noroeste, morreu em março de 2009, vitima de hepatite. O corpo de Armando Padroni, o Xandú, está sendo velado no Centro Velatório Terra Branca, na quadra 5 da Rua Gerson França. O sepultamento está marcado para às 16 horas, nesta quarta-feira, em Bauru. Erlinton Goulart, especial para po Futebol Bauru 28/07/2010.
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