Novo técnico já "sente" o Palmeiras

20/02/2010Mais Esportes

O técnico Antônio Carlos começou a ver de perto o que significa realmente o Palmeiras, com um ambiente político que não deixa ninguém tranquilo. A oposição não gostou da demissão de Muricy Ramalho e muito menos da chegada do ex-zagueiro.

 

Roberto Frizzo, candidato derrotado à presidência em 2009, imagina um cenário nada bom para o futuro do time. “Tenho preocupações, não sei se o Antônio Carlos está pronto”, falou. “Não sei o que pode acontecer com ele, é uma incógnita”, disse.

 

O oposicionista critica a diretoria nas decisões tomadas. Para Frizzo, Muricy deveria seguir no clube até dezembro, quando terminaria seu contrato. “Não gostei da sua saída. Não deram nenhum suporte para ele. É a mesma coisa que dar um táxi para o Schumacher dirigir”, comparou. “Há um problema grave de gestão no Palmeiras”, acusou.

 

Muricy e Vanderlei Luxemburgo também sofreram com os problemas políticos do clube. A queda deles foi muito em função do conturbado ambiente. Luxemburgo não se dava com Fábio Raiola, diretor financeiro e amigo de Muricy. Este, por sua vez, tinha problemas com Gilberto Cipullo, vice de futebol e um dos mais influentes no clube. Frizzo alerta Antônio Carlos para o fato. “Tem de ter jogo de cintura para lidar com este momento político”.

 

Seraphim Del Grande voltou ao comando do futebol do clube. Um dos braços direitos de Luiz Gonzaga Belluzzo, Seraphim teve papel importante na era Parmalat e agora vai atuar ao lado de Genaro Marino e Savério Orlandi. “Resolvi aceitar o cargo depois dos apelos. Vim para ajudar”, prometeu. “É uma etapa nova no clube, estou confiante”.

 

Um gerente de futebol, de preferência ex-atleta do Palmeiras, vai ser contratado para o lugar de Toninho Cecílio, que pediu demissão. César Sampaio foi procurado, mas disse que não deixaria o Rio Claro. O atacante Evair está descartado. “Ele disse que quer seguir a carreira como técnico”, explicou Cipullo.

 

Redação AFB

www.futebolbauru.com.br

19/02/2010.

Veja Também