Neymar sem ambiente na seleção olímpica

09/08/2016Mais Esportes

A dificuldade do comando da CBF e da Comissão Técnica da seleção olímpica em enquadrar o atacante Neymar no grupo da seleção tornou ainda pior o clima interno, após os empates, sem gol, contra a África do Sul, quinta-feira passada, e diante do Iraque, domingo.

 

A situação do Brasil no torneio de futebol masculino da Olimpíada é delicada, e exige reviravolta imediata.

 

Membros da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos se queixam da postura de Neymar como líder do time, principalmente pelo que pode se chamar de carta branca concedida ao jogador do Barcelona.

 

Os questionamentos no vestiário são pela falta de pulso dos comandantes em relação ao comportamento do capitão e ao fato de que, no Barcelona, sua postura normalmente é outra.

 

O próprio grupo de atletas, motivado pelos resultados ruins e pelo clima difícil, tem representantes que já não mostram a mesma confiança no trabalho do treinador Rogério Micale.

 

Ativo à beira do gramado na estreia, Micale se resguardou no banco de reservas ao longo de boa parte do jogo com o Iraque.

 

Algumas declarações do técnico, ainda no início da preparação, também não repercutiram bem entre os atletas.

 

Entre elas, a de que gostaria de ser dependente de Neymar e de que, se o jogador estivesse feliz, todos estariam. O status de “presidente” da seleção, como foi chamado pelos jogadores mais jovens, acabou reforçado com a cessão da braçadeira.

 

Redação Futebol Bauru

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