Não são torcedores, são bandidos, disse Pelé
Apesar de já ter sofrido racismo na carreira, Pelé disse ao UOL que há exagero na repercussão dos últimos casos no esporte.
“Na minha maneira de entender, eu acho que deram muita ênfase a essa coisa do ser humano. Tem dificuldade e racismo contra o japonês, contra o gordo, contra o negro. No tempo em que eu era jogador profissional, era a mesma coisa. Xingavam, mas nunca houve essa preocupação, essa atenção que foi dada para os que gostam de segregar”.
Ainda segundo o maior jogador de futebol de todos os tempos, “eles não são torcedores normais, são doentes que vão para os estádios e ficam ofendendo. Se todos fizessem como o Daniel Alves, quando jogaram uma banana quando ele foi bater o escanteio, descascassem a banana, comessem e não fizessem nada, nunca mais ninguém ia fazer nada. O grande problema é que dão atenção a esses malucos que vão para o jogo, que não são torcedores, são bandidos”, afirmou.
Em 2014, jogadores como o volante Arouca e o goleiro Aranha, ambos ex-Santos e igualmente agora no Palmeiras, foram alvos de injúria racial no futebol.
Em setembro do ano passado, Pelé afirmou que Aranha se precipitou ao contestar torcedores do Grêmio que o xingaram de macaco, durante partida entre os dois times
“Se eu fosse brigar todas as vezes que me chamaram de negro nos Estados Unidos, na Europa, na América Latina e no Brasil, eu ainda estaria processando todo mundo”, afirmou o ex-jogador.
Redação Futebol Bauru
11/02/2015

