Mulheres que praticam esporte correm perigo no Afeganistão
No Canadá, onde vive há 10 anos, Friba Rezayee, a primeira atleta a defender o Afeganistão nas Olimpíadas articula contatos e recursos para tentar proteger e expatriar meninas e mulheres do projeto que lidera à distância. Hoje todas estão escondidas, temerosas por represálias dos Talibãs.
A retomada do poder pelo grupo fundamentalista islâmico, em agosto passado, coloca todo este trabalho em xeque, uma vez que as mulheres são consideradas inferiores, sem direitos básicos, como à educação e ao trabalho.
O esporte feminino, taxado de pecaminoso por exibir os corpos de quem pratica, também foi vetado.
Friba atua em duas frentes principais. A primeira é garantir ensino online e internet de qualidade para que estudantes sigam sendo educadas pelo tempo que ficarem impedidas de sair de casa.
A segunda é buscar alternativas para retirar do país as que temem pela própria vida. É o caso das quatro principais judocas do grupo de 20 que treinavam com o apoio de Friba.
“O Talibã recentemente baniu todas as mulheres de participar de quaisquer esportes. Elas só não morreram, mas o Talibã as está caçando. É uma situação devastadora. Todo mundo vive apenas esperando que o Talibã bata na porta para ser capturada”, completou Friba.
Redação Futebol Bauru
24/09/2021
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