Ministério Público quer melhor divisão do dinheiro da TV

30/08/2015Mais Esportes

O dinheiro distribuído a clubes de futebol pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro virou alvo do Ministério Público Federal.

 

O MPF acredita que a atual forma de partilha das cotas de TV, negociadas individualmente pelos clubes, não é justa com os clubes menores.

 

Procurado por clubes insatisfeitos, o subprocurador-geral da República, Sady d´Assumpção Torres Filho, entrou com pedido de investigação no Cade - Conselho Administrativo de Defesa Econômica sugerindo que exista abuso, além de prática de conduta contra concorrência.

 

Em sua representação, o subprocurador argumenta que, apesar de o Clube dos 13 ter acabado em 2011, os clubes que eram filiados à entidade continuam se beneficiando de melhores contratos de TV.

 

Até 2011, a negociação era feita pelo Clube dos 13. A partir daquele ano, clubes como Corinthians e Flamengo, que dão mais audiência na TV, passaram a negociar diretamente com a TV Globo. A iniciativa implodiu o Clube dos 13.

 

Em 2011, a TV Globo pagava R$ 343 milhões de reais pelo campeonato, sendo que Flamengo e Corinthians, com R$ 25 milhões de reais cada, abocanhavam 14,6% do total. Neste ano, o valor chegou a R$ 986 milhões, mas a participação dos dois clubes chegou a 22,3% ou R$ 170 milhões de reais, cada um.

 

Para Torres, o atual formato brasileiro resulta em “prejuízo para a coletividade”.

 

“A qualidade dos campeonatos cai muito por causa dessa diferença no que é pago”.

 

De início, o Cade disse não ver infração à ordem econômica, mas o MPF recorreu. Caso não tenha sucesso, o órgão pode ir à Justiça.

 

Redação Futebol Bauru

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30/08/2015

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