Menos de 60 dias e Ronaldinho está fora do Fluminense
Euforia, agitação, desconfiança e insatisfação. Do Fluminense, da torcida, do próprio Ronaldinho Gaúcho. Os 80 dias em que o jogador pertenceu no clube, desde que assinou o contrato em julho, não foram suficientes para o meia convencer que queria realmente voltar a jogar após sua saída do mexicano Querétaro.
A rescisão, segunda-feira à noite, decidida na casa do jogador, junto ao vice de futebol Mário Bittencourt e ao agente e irmão de Ronaldinho, Roberto Assis, define o fim de passagem apagada e frustrante nas Laranjeiras, que poderia ter durado até menos.
Nos bastidores, a vontade de Ronaldinho era de já ter deixado o Fluminense, mas Assis o convenceu a ficar.
Amigos de Ronaldinho vão além: o jogador “quer largar o futebol” e não aguenta mais jogar.
Na análise dos companheiros, que temem interferência de Assis na vontade do jogador, que “uma história linda não podia ser manchada dessa forma”. O irmão, além de agente, é uma espécie de pai, de protetor Ronaldinho e por isso a influência sobre o meia é grande.
No Fluminense, a contratação de Ronaldinho dividiu opiniões. O salário fixo de cerca de R$ 400 mil reais, que era turbinado com adicionais, era visto como muito alto já com a desconfiança sobre o que o jogador poderia desempenhar.
Um dirigente do clube, que pediu para não ser identificado, opina:
“Acho que ele deveria parar”.
Redação Futebol Bauru
29/09/2015
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