Menino sírio é acolhido pelo Real Madrid

21/09/2015Mais Esportes

Há duas semanas, o menino sírio Zaid Abdul, 7 anos, tentava entrar na Hungria fugindo da guerra civil em seu país, a Síria, no colo do pai, Osama Abdul Mohsen, quando foi ao chão por rasteira da cinegrafista húngara Petra Lazlo.

 

O pai, que tentava fugir de policiais húngaros, protestou enquanto levantava do chão o filho, que estava aos prantos, com pânico no rosto.

 

A cena comovente, uma das tantas envolvendo a recente onda de refugiados pela Europa, correu o mundo, causou indignação e levou à demissão de Lazlo pelo canal N1TV, ligado ao partido Jobbik, de ideias neonazistas.

 

Sábado, o menino, saltitando e sorrindo, pisou no gramado do Santiago Bernabéu, o imponente estádio do Real Madrid onde brilharam craques como Di Stéfano, Puskás, Kopa, Ronaldo e Zidane.

 

De mãos dadas com o garoto, um dos maiores astros do futebol: o português Cristiano Ronaldo, com uma camisa de apoio aos refugiados.

 

A cena, em um Bernabéu com mais de 80 mil pagantes, era o final feliz de uma longa e dramática aventura empreendida por seu pai, um técnico de futebol que comandava o Al-Fotuwa, time da Primeira Divisão síria que já teve seus momentos de glória, campeão em 1990 e 1991.

 

A história do menino e seu pai comoveram os futebolistas de Madri, mas não foi gesto isolado do mundo do futebol em relação as refugiados.

 

Solidariedade

O próprio Real Madrid já havia anunciado a doação de 1 milhão de euros ou R$ 4 milhões e 500 mil reais para atender os refugiados, mesma quantia anunciada por outro gigante europeu, o Bayern de Munique, da Alemanha.

 

O Bayern também criou um campo de treinamento para abrigar refugiados e oferece aulas de alemão e refeições.

 

Na Itália, a Roma doou 575 mil euros ao projeto “Football Cares”, um fundo com recursos para auxiliar refugiados.

 

O dinheiro vai para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, a Cruz Vermelha, o Comitê Internacional de Resgate e a ONG Save The Children.

 

Mais adesões

A iniciativa motivou outros italianos a aderirem. Casos de Inter, Milan, Fiorentina, Sampdoria, Bologna, Empoli, Verona, Cagliari e Torino.

 

Do outro lado do oceano Atlântico, o Orlando City, time de Kaká, o Los Angeles Galaxy e o Columbus Crew, todos da principal divisão de futebol dos Estados Unidos, também doaram.

 

Todos unidos para tentar amenizar o sofrimento de tantos refugiados para, quem sabe, eles possam ter um final feliz como o da história do menino Zaid, que ganhou vaga em uma escolinha de futebol de Getafe e poderá se tornar jogador de futebol.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

21/09/2015.

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