Meia não quer mais voltar
Sumido do São Paulo, desde o dia 8 de fevereiro, o meia Oscar quebrou o silêncio quarta-feira. Em entrevista à Rádio Globo, o jogador, que entrou na Justiça para tentar se desvincular do contrato que o prende até dezembro de 2012, voltou a colocar a culpa no clube por não estar jogando.
Antes de sumir pela última vez, o atleta de 18 anos, havia sido chamado pelo presidente Juvenal Juvêncio e pelo técnico Ricardo Gomes para uma conversa. E seria inscrito na Libertadores. Mas não voltou mais ao CT da Barra Funda por orientação do empresário Giuliano Bertolucci.
“Todo mundo sonha jogar Libertadores, e lógico que eu queria, mas tinha o problema com o clube. Estava meio isolado e quando soube que poderia jogar fiquei feliz, mas tinha que conversar com o meu empresário. Conversamos e saí do clube. Não é que eu tenha abandonado. Se pelo menos eles tivessem entrado em contato com meu empresário para negociar a volta, mas não falaram nada. Eu já não queria voltar para treinar, retornei, só que aí surgiu isso de novo, e eu não quero mais”, desabafou o meia.
Oscar além de demonstrar mágoa com a diretoria do São Paulo por não ter sido procurado para um acordo, acusa os dirigentes de não terem aceitado uma conversa amigável logo no início, quando decidiu entrar na Justiça. O jogador admite que pode ter deixado uma impressão de jogador rebelde, mas novamente culpa o São Paulo.
“Tudo que aconteceu não foi culpa minha, foi do São Paulo, eu só quero jogar bola e resolver as coisas erradas. Se tiver chance de jogar em outra equipe vou mostrar meu trabalho e já tenho ofertas do Brasil e de fora, mas meu empresário só vai me passar algo quando tudo estiver resolvido”, garante.
Oscar tenta judicialmente se livrar do contrato que o prende ao São Paulo até dezembro de 2012. O seu advogado, André Ribeiro, está estudando qual medida tomar. A audiência de conciliação está marcada para o dia 15 de abril. Mas não está descartada a possibilidade de uma ação na Fifa contra o clube.
Oscar entrou na Justiça em dia 18 de dezembro passado. Alegou que, quando tinha 16 anos, foi coagido pelo clube a assinar um contrato com validade de três anos, o que é proibido pela Fifa.
O atleta ainda reclamou de estar com os salários e FGTS atrasados desde setembro de 2008. Ele chegou a ser liberado pela Justiça através de uma liminar, mas o São Paulo conseguiu a cassação desta, e o atleta segue vinculado ao clube, porém sem comparecer ao trabalho.
Redação AFB
17/03/2010.

