Maurren, exemplo de vida, ganha ouro
A paulista Maurren Higa Maggi, saltando
Terceiro esporte com maior número de pódios para o Brasil, 13, o atletismo só tinha medalhistas homens, incluindo os ouros de Adhemar Ferreira da Silva nos Jogos de Helsinque, na Finlândia em 1952 e Melbourne, na Austrália em 56, no salto triplo, e com Joaquim Cruz,
Aos 32 anos, a paulista de São Carlos garantiu o salto campeão logo na primeira tentativa com 7,04m, superando a ex-campeã olímpica Tatyana Lebedeva. Pressionada, a russa errou quatro saltos e ficou com a prata, saltando 7,03m.
O bronze foi para a nigeriana Blessing Okabare, de 19 anos, com 6,91m. A outra brasileira da prova, Keila Costa, terminou em 11º com 6,43m.
Carreira
Chegar ao pódio nesta sexta-feira foi o ponto alto em uma trajetória de recuperação para a saltadora paulista.
Depois de participar dos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000, Maurren acabou ficando fora da competição em Atenas, na Grécia em 2004, enfrentando uma suspensão de dois anos por doping.
A brasileira explicou a presença da substância proibida pelo uso de uma pomada cicatrizante após um processo de depilação a laser. Apesar de chorar muito durante a coletiva de imprensa na qual falou sobre o assunto, Maurren nem pediu o exame da contraprova porque tinha planos de ser dona-de-casa e criar sua filha, Sophia, com o piloto Antônio Pizzonia.
Mas em 2006, com o fim da relação, ela retornou às pistas determinada a recuperar a antiga posição de destaque. E voltou com tudo, conquistando o bicampeonato nos Jogos Pan-americanos e se credenciando ao pódio olímpico.
Na opinião do técnico Nélio Moura, a saltadora paulista reúne não apenas a capacidade técnica, mas também a determinação necessária para suas conquistas, o que comprovou nesta manhã.
Redação AFB
22/08/08.

