Maratonista disse que pode ser morto
Feyisa Lilesa conquistou a medalha de prata na maratona, 42km
O gesto na chegada com os braços cruzados erguidos era forma de repudiar o governo do presidente Mulatu Tshome e do primeiro ministro Hailemariam Desalegn no seu país, que reprimiu violentamente manifestações.
O medalhista teme por sua vida, mas repetiu o gesto na coletiva de imprensa ao explicar de que se tratava.
“Foi um sinal de apoio aos manifestantes que foram mortos pelo governo do meu país. Eles fazem o mesmo sinal lá. Eu queria mostrar que eu não estava de acordo com o que está acontecendo. Tenho parentes e amigos na prisão. O governo está matando o meu povo, o povo Oromo, gente sem recursos. Talvez me matem quando eu voltar. Se não, eles vão me colocar na prisão, se não vão me barrar no aeroporto e me forçar a deixar o país. Talvez eu mude de país. Não decidi”, disse Lilesa, aplaudido por alguns jornalistas ao repetir o gesto de protesto.
Redação Futebol Bauru
21/08/2016

