Maradona, comparado à Pelé, morreu aos 60 anos, 20 a menos que o Rei do Futebol

25/11/2020Mais Esportes

Maradona disputou quatro Copas do Mundo pela Argentina. Foi comparado a Pelé que em 23 de outubro completou 80 anos 

Diego Armando Maradona morreu quarta-feira, aos 60 anos, após parada cardiorrespiratória.

Um dos grandes da história do esporte e maior ídolo do futebol argentino, sofreu o mal súbito no fim da manhã, quando ambulâncias foram chamadas à sua casa, onde se recuperava de uma cirurgia no cérebro.

O ex-jogador, porém, não resistiu, tendo sua morte confirmada pela imprensa argentina e pela TV pública do país no começo da tarde.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, declarou luto oficial de três dias no país. Em postagem nas redes sociais, o chefe de Estado lembrou que Maradona levou a Argentina “ao topo do mundo” e fez o país "imensamente feliz.

“Fostes o maior de todos. Obrigado por ter existido, Diego. Sentiremos sua falta para toda a vida”, escreveu o presidente.

Maradona já havia preocupado os fãs no começo do mês, quando foi internado às pressas, com sintomas de anemia.

Na época, foi descoberta pequena hemorragia no cérebro, e o ex-jogador precisou passar por cirurgia para drená-la. Após mais de uma semana de internação, recebeu alta no dia 12 de novembro e teria ficado em casa no período. 

Campeão mundial com a Argentina em 1986, Maradona teve sua carreira marcada pela genialidade em campo e pelas polêmicas fora dele.

Defendeu a seleção em 91 jogos, atuando em quatro Copas do Mundo: 1982, Espanha; 1986, México; 1990, Itália e 1994, Estados Unidos.

No Mundial dos Estados Unidos, viveu um dos piores momentos de sua trajetória, quando foi pego no exame antidoping ainda na primeira fase da competição.

 

Nos clubes, sua trajetória começou no Argentinos Juniors, onde brilhou e ganhou chance no Boca Juniors, seu time do coração.

De lá, rumou para o Barcelona, da Espanha e depois para o Napoli, da Itália onde viveu caso de amor com a torcida e fez história com a conquista do título italiano.

Após passagens por Sevilla, da Espanha  e Newell´s Old Boys, Argentina, Maradona encerrou sua carreira no Boca, em 1998, e passou a ser figura comum em jogos no Estádio Bombonera.

Após pendurar as chuteiras e passar por tratamento contra dependência química, Maradona se aventurou como treinador e teve oportunidade à frente da seleção argentina, a quem conduziu na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Depois, passou por Al-Wasl e Fujairah, dos Emirados Árabes Unidos. Em 2018, comandou o Dorados, do México, e teve seu último trabalho no Gimnasia de La Plata, da Argentina, ainda neste ano.

Sua última aparição pública antes da internação no começo do mês foi justamente em partida do Gimnasia, diante do Patronato, na estreia da equipe na Superliga Argentina, no em 30 de outubro.

Na ocasião, Maradona celebrava o aniversário de 60 anos e foi homenageado antes de a bola rolar - ele mostrou dificuldades para caminhar.

 

Redação Futebol Bauru

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25/10/2020

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