Mais um filme sobre o "imortal" Garrincha

08/02/2010Mais Esportes

Para o amante do futebol, Garrincha foi o anjo das pernas tortas. Para seus marcadores, Mané era o demônio das pernas tortas, de tanto infernizar com dribles de entortar a coluna. Relegados à segundo plano nos duelos com Garrincha, os “Joões”, como o ex-craque da seleção brasileira e do Botafogo chamava quem o perseguia em campo, vão virar protagonistas do documentário Simplesmente Passarinho, de André Felipe de Lima.

 

O título é uma referência à maneira como o craque conduzia sua vida - quando livre, estava feliz; quando preso, triste. Apesar de faltar patrocínio para o lançamento, o filme está em fase final de edição, com previsão de estrear neste semestre.

 

O documentário vai recuperar a trajetória do filho mais ilustre do distrito de Pau Grande, na região metropolitana do Rio de Janeiro, pela visão das vítimas do gênio da bola. Os ex-laterais-esquerdos Jordan (Flamengo), Coronel (Vasco), Altair (Fluminense) vão contar histórias do filho de seu Amaro e de dona Maria Carolina.

 

Levar uma finta de Garrincha era fácil. Difícil era esquecê-la. Quem aplica um drible desmoralizante, pode nem se lembrar disso. Mas quem o leva, guarda aquilo para sempre.

 

Campeão mundial em 1962, no Chile, pela seleção, Altair nunca apagou da memória o baile que levou na antológica final do Campeonato Carioca, de 1957, em que o Botafogo aplicou um inesquecível 6 a 2 no Fluminense.

 

“Levei um baile. Só faltou a orquestra na área. Garrincha estava danado. Na bola dividida, eu ganhava, mas ele, com ela dominada... Toda hora driblava, ia no fundo, centrava. Quando estava em boa situação, ninguém segurava Garrincha, não. E, na seleção, ele fazia isso. Os gringos não o conheciam, então, Garrincha deitava e rolava”, conta Altair em depoimento para o filme.

 

O documentário terá imagens de arquivo e depoimentos do presidente honorário da Fifa, João Havelange, do biógrafo Ruy Castro e a narração de trechos de crônicas de Paulo Mendes Campos, Carlos Drummond de Andrade e Nelson Rodrigues. Um gol de placa para o resgate da memória do futebol nacional.

 

Redação AFB

www.futebolbauru.com.br

07/02/2010.

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