Mais de 950 jogadores deixaram o Brasil
Os clubes brasileiros transferiram para o exterior 960 jogadores entre janeiro e outubro deste ano, segundo boletim publicado nesta quarta-feira pela CBF - Confederação Brasileira de Futebol. O número é ligeiramente inferior ao total dos dois últimos anos - 1.176 jogadores negociados em 2008 e 1.085 transferidos em 2007 - e supera com folga os 851 jogadores brasileiros que deixaram o país em 2006.
A lista deste ano inclui nomes famosos, como Nilmar, que saiu do Internacional de Porto Alegre rumo ao Villarreal, da Espanha; Keirrison, que foi do Palmeiras para o Barcelona, da Espanha para depois ser emprestado ao Benfica, de Portugal, clube para o qual também se transferiu Ramires, ex-Cruzeiro.
A grande maioria de jogadores, no entanto, vai parar em equipes pequenas da Europa ou em países com pouca tradição futebolística, como o Vietnã, que recebeu 34 jogadores brasileiros, além de outros destinos exóticos como Bangladesh, Síria ou Namíbia.
Na Espanha, além dos grandes clubes, também figuraram outros modestos compradores de brasileiros como o Ciutadella, o Mercadal, o Castelldefels ou o Alaior, todos de divisões inferiores.
Os países que mais recrutaram brasileiros foram Portugal, 176 atletas, Alemanha (57), Japão (41), Espanha (34), Vietnã (34), Itália (32), Paraguai (31), Suécia (25) e Estados Unidos (24).
A lista também inclui a transferência de mulheres, como o caso de Cristiane, que deixou o Corinthians para atuar pelo Chicago Red Stars, dos Estados Unidos, ou o de Sabrina, que trocou o Palmeiras pelo Extremadura, da Espanha.
Mais de 650 voltaram
Quanto aos jogadores que retornaram ao Brasil, houve aumento em relação ao ano passado. Se 659 jogadores foram repatriados em 2008, neste ano 667 decidiram voltar.
Entre os mais famosos desta lista está Adriano, que saiu da Inter de Milão, da Itália, para jogar pelo Flamengo. Também se destacam os casos de Edmílson e Vágner Love, ambos contratados pelo Palmeiras.
Em dezembro do ano passado, o Governo brasileiro apresentou um projeto de lei que pretende dificultar a saída prematura de jovens jogadores brasileiros do país, para evitar que sejam vendidos por baixos preços.
Segundo o projeto, que modificará a Lei Pelé, jogadores com menos de 16 anos não poderão assinar contratos profissionais, embora a partir dos 14 anos possam ter contratos de formação, que dão prioridade aos clubes formadores.
Redação AFB
07/10/09.

