Knevitz não tolera deslize, quanto mais indisciplina. Dois já saíram
Índio mostrou potencial nos treinos, mas fora de campo cometeu indisciplina que o lveou a ser vetado pelo técnico Amauri Knevitz. O atleta campeão do Mundo pelo Corinthians rescindiu contrato com o Noroeste.
O desfecho obvio, aguardado, aconteceu. Índio está definitivamente fora do Noroeste, afirmou o consultor executivo Beto Souza. O ala-direita foi desligado nesta quinta-feira, depois de assinar a rescisão de contrato e deixar o clube. Possivelmente seu destino seja o Remo, de Belém (PA).
Índio, campeão Mundial de Clubes pelo Corinthians em 2000, chegou ao Noroeste em julho do ano passado, mas apenas em dezembro é que atual diretoria decidiu contratá-lo, após o jogador ser chamado para um conversa e conhecer as novas normas do clube, onde a disciplina é a palavra de ordem.
O técnico Amauri Knevitz resolveu dar chance ao ala que retribuiu. Em 18 de dezembro em jogo-treino em Pirajuí, na vitória de
Até as vésperas da estreia no Paulista Série A2, dia 13, em Osasco, Knevitz tinha uma única dúvida: Índio ou Giba, mas Índio deu azar. Na pré-temporada
No retorno de Serra Negra, Índio burlou a cartilha, cometendo indisciplina. Após reunião entre os diretores e comissão técnica decidiu-se por unanimidade multar o jogador e afastá-lo, colocando-o para treinar em separado do grupo juntamente com o zagueiro Magrão, formado no clube, e que também havia “pisado na bola”.
Segunda-feira passada Índio pediu nova oportunidade ao técnico Amauri Knevitz. O gaúcho de caráter retilíneo, evangélico por convicção, mas não fanático, ponderou que não poderia recuar em sua decisão. Na terça, Índio não apareceu para treinar e após o treino, antes do almoço, Knevitz disse aos repórteres que Índio estava completamente fora de seus planos.
Ludemar
O primeiro a ter o nome riscado pelo técnico, e a deixar o clube, foi o atacante Ludemar. Vindo do Santa Helena (GO), o atacante, inicialmente vetado no exame médico, mas depois liberado, foi apresentado em 30 de novembro.
Ludemar que também jogou no Juventus (SP), Gama (DF), Coritiba (PR) e Al Dhafra, dos Emirados Árabes Unidos, foi liberado para viajar para Aragarças (GO), pela diretoria do Noroeste, em 7 de dezembro com o compromisso de retornar dia 11, mas só voltou dia 14.
Dia 23 de dezembro deixou o clube, juntamente com todo o elenco, para retornar dia 26 à tarde, mas além de não ter se reapresentado, não deu satisfação e tampouco atendeu aos inúmeros telefonemas feitos pelo gerente de futebol Ricardo Occhiuto e pelo próprio Beto Souza.
Às vésperas do Ano Novo, o técnico Amauri Knevitz demonstrou desconforto com a situação, já que o atleta se manteve incomunicável. Na manhã do dia 13, Ludemar esteve no clube e rescindiu o contrato, ressarcindo o Noroeste.
Erlinton Goulart, especial para o Futebol Bauru
21/01/2010.
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