Justiça liberta suspeito de liderar quadrilha de ingressos
O franco argelino Mohamadou Lamine Fofana, 57 anos, apontado pela polícia como suspeito de ser chefe de quadrilha de venda de ingressos ilegal para jogos da Copa do Mundo, deixou a prisão.
Fofana foi beneficiado por decisão do ministro do STF - Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello que concedeu habeas corpus a outras nove pessoas presas desde 1º de julho, no Rio de Janeiro.
O franco argelino não falou com a imprensa ao deixar a unidade prisional, localizada na zona Oeste do Rio. O advogado do franco argelino, Gustavo Teixeira, disse que seu cliente não comentará o caso.
O Ministério Público disse que não pretende recorrer da decisão e que as investigações ainda estão em andamento.
De acordo com o delegado Fábio Barucke, da Polícia Civil do Rio, Fofana era o operador do esquema de venda ilegal de ingressos fazendo a ligação com o executivo da empresa Match, única autorizada pela Fifa a comercializar bilhetes para a Copa, Raymond Whelan, e os cambistas que vendiam os bilhetes na porta dos estádios.
Segundo a polícia, o grupo ainda venderia ingressos para clientes que comprassem pela web ou através de duas agências de viagem em Copacabana, zona sul do Rio.
A polícia informou que o grupo atuava desde o Mundial da França, em 1998. Os policiais calculam que a quadrilha poderia movimentar até R$ 200 milhões de reais por Copa.
Há a suspeita de que Fofana e os chefes do esquema pudessem lucrar cerca de R$ 1 milhão de reais por jogo.
Redação Futebol Bauru
15/08/2014

