Jogos de Inverno em Sochi sob pressão

11/01/2014Mais Esportes

A poucas semanas dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, na Rússia, o debate sobre a lei que proíbe manifestações homossexuais na Rússia ganha novo impulso depois que ex-jogador, alemão, de futebol Thomas HJitzlsperger assumir sua homossexualidade.

 

Hitzlsperger escolheu momento propício para revelar ao mundo sua homossexualidade: após o encerramento de sua carreira e antes do início dos Jogos de Inverno.

 

Respeitado dentro e fora dos campos, o ex-titular da seleção da Alemanha acendeu os holofotes sobre o país que sediará os Jogos, onde a chamada “propaganda homossexual” é passível de punição.

 

Hitzlsperger, que já jogou pelo time inglês Aston Villa e pelo alemão VFB Stuttgart, não é o único a falar abertamente da vida pessoal como forma de confrontar a intolerância na Rússia.

 

Em dezembro passado o americano Brian Boitano, ex-estrela da patinação artística no gelo, também tornou pública sua homossexualidade.

 

Vencedor da medalha de ouro dos Jogos de Inverno de 1988 em Calgary, no Canadá, Boitano faz parte da delegação dos Estados Unidos que vai para Sochi juntamente com duas ex-atletas lésbicas bastante conhecidas: a lenda do tênis Billy Jean King e a ex-jogadora de hóquei no gelo e atleta olímpica Caitlin Cahow.

 

Todos os três foram convocados pelo presidente Barack Obama como delegados oficiais em protesto às leis anti-homossexualismo na Rússia.

 

Atletas de ponta e esportistas olímpicos ainda na ativa que se revelam gays ou lésbicas, porém, ainda são exceção no mundo dos esportes de inverno.

 

Poucos assumem publicamente a homossexualidade, como também fizeram o neozelandês Blake Skjellerup, patinador de velocidade em pista curta, e a norueguesa Vibeke Skofterud, esquiadora de cross-country.

 

Em junho no ano passado entrou em vigor na Rússia lei que pune a “divulgação de informações sobre homossexualidade a menores de idade”.

 

Redação Futebol Bauru

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11/01/2014.

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