João Havelange isola-se aos 100 anos
Ele visitou 186 países, atravessou de carro a fronteira entre as duas Alemanhas na era da Guerra Fria e comandou a Fifa por mais de duas décadas, de
Nos últimos anos, não escondia de ninguém que pretendia comemorar o seu centenário na tribuna do Maracanã assistindo à abertura da Olimpíada. Mas seu desejo não irá virar realidade.
Maior dirigente da história do esporte brasileiro, Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange, o João Havelange, completa 100 anos neste domingo e longe dos holofotes, preferindo o isolamento.
Sem aceitar convites para eventos públicos, passa o dia com familiares no seu apartamento em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.
“Ele não quer contato com ninguém. O mundo deu voltas. O doutor João quer ser esquecido”, afirmou Irene Lima, secretária particular do dirigente há 56 anos.
Com problemas de locomoção, o carioca, filho de belgas, passa os dias em casa, realiza sessões de fisioterapia e evita encontrar amigos.
Desde 2011, Havelange optou por se afastar da vida pública após autoridades começarem a revelar oficialmente sua relação com o escândalo da ISL, antiga empresa de marketing da Fifa acusada de repassar propinas a dirigentes.
Na época, o ex-atleta de polo aquático que disputou os Jogos de 1936, em Berlim, na Alemanha e 1952, em Helsinque, na Finlândia, renunciou ao cargo de integrante do COI - Comitê Olímpico Internacional temendo ser banido.
Por consequência, deixou de ser membro do conselho executivo do Comitê Organizador da Rio-2016. Ainda é membro nato do COB - Comitê Olímpico do Brasil.
Redação Futebol Bauru
08/05/2016
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