João Havelange isola-se aos 100 anos

08/05/2016Mais Esportes

Ele visitou 186 países, atravessou de carro a fronteira entre as duas Alemanhas na era da Guerra Fria e comandou a Fifa por mais de duas décadas, de 1974 a 1998, durante a transformação do futebol em indústria bilionária.

 

Nos últimos anos, não escondia de ninguém que pretendia comemorar o seu centenário na tribuna do Maracanã assistindo à abertura da Olimpíada. Mas seu desejo não irá virar realidade.

 

Maior dirigente da história do esporte brasileiro, Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange, o João Havelange, completa 100 anos neste domingo e longe dos holofotes, preferindo o isolamento.

 

Sem aceitar convites para eventos públicos, passa o dia com familiares no seu apartamento em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.

 

“Ele não quer contato com ninguém. O mundo deu voltas. O doutor João quer ser esquecido”, afirmou Irene Lima, secretária particular do dirigente há 56 anos.

 

Com problemas de locomoção, o carioca, filho de belgas, passa os dias em casa, realiza sessões de fisioterapia e evita encontrar amigos.

 

Desde 2011, Havelange optou por se afastar da vida pública após autoridades começarem a revelar oficialmente sua relação com o escândalo da ISL, antiga empresa de marketing da Fifa acusada de repassar propinas a dirigentes.

 

Na época, o ex-atleta de polo aquático que disputou os Jogos de 1936, em Berlim, na Alemanha e 1952, em Helsinque, na Finlândia, renunciou ao cargo de integrante do COI - Comitê Olímpico Internacional temendo ser banido.

 

Por consequência, deixou de ser membro do conselho executivo do Comitê Organizador da Rio-2016. Ainda é membro nato do COB - Comitê Olímpico do Brasil.

 

Redação Futebol Bauru

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08/05/2016


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