Há quase 50 anos Noroeste deixou o Santos fora do Paulistão
Time base Noroeste/1976. Da esquerda para a direita: Elzo, Lelo (falecido), Luís Carlos (falecido), Araújo (falecido), Moacir e Lorico (falecido). Rodrigues (falecido), Picolé, João Carlos Faciolli (falecido), Nivaldo e Nelson Borges. (Gazeta Press)
Há quase 50 anos, a completar em 2026, no estádio Ulrico Mursa, em Santos, o Noroeste fez jogo histórico contra a Portuguesa Santista, pela última rodada do Campeonato Paulista de 1976.
O Noroeste venceu por 2 a 0, gols do meia-atacante Picolé que mais tarde foi negociado ao Palmeiras e depois jogou no futebol do México. Com a vitória, incrível, o Noroeste deixou o Santos fora das finais do Paulistão.
Carro de Bombeiros
Comandado pelo então técnico Vilson Francisco Alves, o Capão, falecido, a delegação do Noroeste desfilou em carro de Bombeiros, segunda-feira, dia 5 de julho e foi recebida ao final da tarde, na Prefeitura pelo prefeito Luiz Edmundo Coube, falecido.
Sábado, à noite, em 3 de julho de 1976, diante de mais de 9 mil pagantes na Vila Belmiro, o Santos não conseguiu vencer a Ferroviária. O Santos tinha o infernal Edu na ponta-esquerda.
Com o empate, sem gol, o Santos só disputaria as finais do Paulistão se o Noroeste não vencesse a Portuguesa Santista, domingo de manhã, também em Santos.
O Santos com Wilson; Zé Carlos, Vicente, Marçal e Fernando; Clodoaldo e Léo; Baba, Toinzinho, César e Edu parou no goleiro Sérgio, da Ferroviária.
Ligação ao coronel
A delegação do Noroeste, sob a presidência de Cláudio Amantini, não conseguiu dormir no então Hotel Praia Paulista, no Gonzaga, de propriedade, à época, de Modesto Roma, presidente do Santos e pai do ex-presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, o Rominha.
O jornalista bauruense Dalmo Pessoa, à época comentarista da potente Rádio Bandeirantes, telefonou diretamente ao então secretário de Segurança Pública, coronel Antônio Erasmo Dias, no governo de Paulo Egídio Martins.
O hotel foi cercado por dezenas de viaturas policiais. Torcedores que soltavam rojões foram afastados e o time do Noroeste, pode, enfim, dormir.
Dois gols de Picolé
No acanhado e malcuidado campo de Ulrico Mursa, no morro do Marapé, com arbitragem de Almir Ricci Peixoto Laguna e diante de 6 mil pagantes, o Noroeste venceu. Picolé marcou aos 41´/1º e aos 19´/2º.
O time, naquela manhã de domingo de pouco sol, em 4 de julho de 1976, foi a campo com Luís Carlos; Marco Antônio (irmão do Zé Maria, do Corinthians), Didi (irmão do Leivinha, do Palmeiras), Araújo (falecido) e Lelo (bauruense, falecido); Lorico (falecido), Nivaldo e Picolé; Rodrigues (falecido), João Carlos Faciolli (falecido) e Daécio (emprestado pelo Corinthians).
Erlinton
Goulart trabalhou como repórter da então Rádio Auri Verde nos dois jogos. Na Vila Belmiro, com o
narrador João Carlos de Almeida, o João Bidu e comentários de Ary Gomes,
falecido.
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Paulista 2025
Erlinton
Goulart, Futebol Bauru
08/07/2025
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