Governo pagou, sem contrato, R$ 1 milhão para empresa de segurança
O sistema de segurança dos quatro jogos da Copa do Mundo/2014, na Arena da Amazônia, em Manaus (AM), ficou sob responsabilidade de empresa que não firmou contrato com o governo do Estado, mas recebeu R$ 1 milhão de reais após o evento, apontam documentos obtidos pela Folha.
A despesa não foi publicada no Diário Oficial.
Ação que tramita no TRE - Tribunal Regional Eleitoral amazonense também levanta suspeita de que a firma, chamada Agência Nacional de Segurança e Defesa, seria de fachada e o dinheiro teria sido usado como caixa dois na campanha de reeleição do governador José Melo (Pros).
Extrato do dia 26 de junho de 2014 mostra que a conta corrente da empresa tinha saldo zerado. Em 8 de outubro, salta para R$ 1 milhão de reais com o depósito do governo.
Em resposta ao TRE, a Secretaria da Segurança Pública justifica que a ausência de contrato foi causada pela restrição de tempo e que o serviço foi “imprescindível” para “evitar o ocorrido na Olimpíada de 1972 (...) marcada pela ação de terroristas e resultou na matança de 18 pessoas”.
O primeiro jogo da Copa em Manaus, entre Inglaterra e Itália, foi em 14 de junho, mas apenas quatro dias antes foi protocolado o pedido de contratação emergencial.
Dia 20, já após a disputa entre Camarões e Croácia, uma funcionária da pasta enviou e-mail à presidente da empresa, Nair Queiroz Blair, pedindo que ela apresente “proposta de preço” para o serviço.
O trâmite da contratação só foi concluído após as partidas na capital se encerrarem e, mesmo assim, sem assinatura do documento entre as partes.
Redação Futebol Bauru
22/03/2015

