Goleiro da seleção de polo deverá ser julgado no Brasil
Acusado de assediar sexualmente uma jovem de 22 anos no Canadá, durante a disputa dos Jogos Pan-Americanos, de Toronto, o goleiro da seleção brasileira de polo aquático, Thyê Mattos, está livre de ser extraditado para o país da América do Norte por ter voltado ao Brasil.
Em entrevista ao “Tá na Área”, a especialista em direito norte-americano Ana Tereza Basílio explicou, por outro lado, que o atleta ainda poderá ser julgado em solo brasileiro após o pedido de extradição das autoridades canadenses chegar ao país.
Como o atleta está no Brasil e é brasileiro, a Constituição Federal proíbe a extradição de nacionais a pedido de países estrangeiros.
A consequência é que ele responderá no Brasil, diante das cortes brasileiras, pelo crime que ele é acusado no Canadá. O governo brasileiro vai requisitar às autoridades canadenses toda a documentação, as provas que foram produzidas contra Thyê. Responderá no Brasil pelo ato criminal no Canadá.
Basílio destacou que Thyê correu o risco de ser preso na Rússia, para onde se deslocou após o Pan para a disputa do Mundial de Natação de Kazan. A especialista afirmou que os russos possuem tratado de extradição com o Canadá.
Thyê admitiu ter tido relações consentidas com uma jovem após a decisão do pólo aquático, na qual o Brasil saiu derrotado para os Estados Unidos e ficou com a medalha de prata. O atleta nega que tenha forçado outra pessoa a qualquer ato sexual.
O advogado Marcelo Franklin, da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, revelou que tentou ter acesso os documentos da acusação das autoridades canadenses, mas teve o pedido negado.
Redação Futebol Bauru
29/07/2015.
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