Fifa deve abrir dossiê com Teixeira envolvido
Em meio às medidas de seu plano para limpar a imagem da Fifa, envolvida em escândalos ao longo de 2010, o presidente da entidade, o suíço Joseph Blatter, anunciou que vai abrir o caso ISL - International Sport and Leisure, empresa de marketing que foi ligada à Fifa por 20 anos e faliu em 2001.
“Vamos abrir o famoso dossiê da ISL, deixar esse assunto para trás e seguir em frente”, declarou o dirigente em Zurique, na Suíça.
Segundo Blatter, o assunto será entregue a um organismo independente que vai cuidar do caso, a partir de meados de dezembro.
Blatter disse que apresentou a ideia ao Comitê Executivo da Fifa e que ninguém se manifestou de maneira contrária, apesar da presença do presidente da CBF e do COL - Comitê Organizador Local da Copa-2014, Ricardo Teixeira.
Teixeira é um dos três dirigentes acusados de corrupção no processo da ISL, que foi tornado sigiloso a pedido da Fifa e dos dirigentes em questão.
Em novembro do ano passado, a rede britânica BBC acusou Teixeira, o ex-presidente da Fifa, João Havelange e outros dois dirigentes de terem recebido propinas da antiga empresa de marketing.
O nome de Teixeira não aparece nos papéis, mas, de acordo com a BBC, os pagamentos ao presidente da CBF teriam sido feitos por meio de uma empresa com sede em Liechtenstein chamada Sanud. Totalizariam US$ 9,5 milhões de dólares ou R$ 16 milhões de reais.
O valor que aparece junto às iniciais JH (João Havelange, segundo a BBC) seria de 1,5 milhão de francos suíços, cerca de R$ 2 milhões e 600 mil reais.
A ISL era especializada em marketing esportivo e em negociações de transmissões de jogos pela TV.
Redação Futebol Bauru
21/10/2011.

