Fifa demite secretrário que criticou brasileiros

13/01/2016Mais Esportes

O Comitê de Emergência da Fifa anunciou a demissão do francês Jérôme Valcke, ex-secretário-geral da entidade.

 

Segundo o comunicado do Comitê, a decisão tem efeito imediato e o dirigente já não possui qualquer ligação com a Fifa. O alemão Markus Kattner continuará como interino no cargo de secretário-geral da entidade.

 

Valcke já havia sido afastado do seu cargo em setembro de 2015, quando o empresário Benny Alon afirmou na Suíça que o dirigente ficava com parte do dinheiro de ingressos da Copa de 2014 revendido com ágio.

 

Valcke, jornalista com passagens pelos departamentos de esportes de TVs francesas, assumiu cargo na Fifa pela primeira vez em 2003.

 

Era o diretor de marketing e TV quando a Fifa trocou como patrocinadora a Mastercard pela Visa, empresas de cartão crédito, numa negociação que gerou processo nos Estados Unidos e sua demissão.

 

Blatter demitiu Valcke em dezembro de 2006, depois de a Fifa ser multada em mais de US$ 60 milhões porque, segundo a Justiça americana, não respeitou cláusula do contrato com a Mastercard.

 

Para surpresa, sete meses depois, em julho de 2007, Valcke foi nomeado secretário-geral da entidade, cargo que dá autonomia para cuidar dos preparativos da Copa do Mundo.

 

Valcke participou da organização da Copa da África do Sul, em 2010 e, claro, da organização do Mundial do Brasil, no qual se envolveu em polêmicas ao criticar costumeiramente os atrasos nos preparativos.

 

Na mais conhecida, em março de 2012, ele afirmou que o Brasil precisava de “chute no traseiro” para acelerar as obras. O governo federal recebeu mal, cobrou a Fifa, e a resposta foi que a frase, em francês, foi mal-interpretada e significava “acelerar o passo”.

 

Redação Futebol Bauru

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13/01/2014


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