Fifa agora acusada de contrato milionário, sem licitação
A Fifa vive mais um terremoto e, como já é tradição, o motivo é financeiro.
Candidatos à presidência da Fifa atacam contratos de televisão dados pela entidade para a Copa do Mundo e anunciam que vão pedir investigações. Em maio, a entidade realizará sua eleição e o suíço Joseph Blatter buscará seu quinto mandato.
No centro da polêmica, porém, está um contrato que a Fifa concedeu para a Fox nos Estados Unidos para que tenha os direitos de transmissão da Copa de 2026.
Os adversários de Blatter, porém, exigem explicações e alertam que o processo ocorreu sem qualquer tipo de exame de propostas alternativas.
Um dos dirigentes que pedem investigação é Ali bin Al Hussein, príncipe jordaniano, que concorre à eleição e é vice-presidente da Fifa atualmente. Segundo Hussein, não houve nem processo de licitação, nem mesmo debate no Comitê Executivo da Fifa.
A Fox pagou mais de US$ 450 milhões de dólares ou R$ 1 bilhão e 200 milhões de reais, para ter os direitos para a Copa de 2018 e 2022, na Rússia e no Catar, respectivamente.
Mas a suspeita é de que a ampliação do contrato milionário foi dado para a rede americana como compensação pela mudança no calendário mundial com a Copa de 2022.
Por causa do calor no Catar, a Copa de 2022 será disputada entre novembro e dezembro. Mas, para a empresa americana, isso coincidirá com jogos decisivos da NFL.
A Copa de 2026 ainda não tem uma sede. Mas os favoritos são os americanos, onde o futebol ganhou nova dimensão na Copa de 2014, no Brasil, e com audiência que bateu todos os recordes nos Estados Unidos.
Redação Futebol Bauru
07/04/2015

