Federações não querem paulista na CBF

16/02/2012Mais Esportes

Indícios de que Ricardo Teixeira deve deixar a presidência da CBF até o carnaval - pediria licença ou renunciaria - deflagrou movimento de Federações Estaduais em busca de um nome que pudesse substitui-lo.

 

Há em curso articulação de algumas dessas entidades para que o atual vice-presidente da CBF da Região Centro-Oeste, Weber Magalhães, ocupe o cargo se Teixeira realmente deixar a Confederação.

 

Não tolerariam o nome de José Maria Marin, vice da Região Sudeste e, pelo estatuto da CBF, o indicado à vaga por ser o mais velho entre todos os cinco vices.

 

Weber Magalhães presidiu a Federação Brasiliense de Futebol de 1996 a 2004 e chefiou a delegação brasileira na Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão. É homem de confiança de Teixeira, para quem trabalhou como assessor parlamentar entre 1989 e 1992 em Brasília (DF).

 

Cauteloso, Magalhães contou que as Federações receberam com surpresa a demissão de Marco Antonio Teixeira da secretaria-geral da CBF, semana passada.

 

Marco Antonio é tio de Ricardo Teixeira e nas últimas duas décadas era o elo da entidade com as Federações Estaduais.

 

Marin não

Técnico legislativo do Senado Federal e formado em educação física, Weber Magalhães, 53 anos, seria o terceiro vice, por idade, em condições de assumir a CBF em caso de desligamento de Teixeira.

 

Depois de Marin, o mais velho é Fernando Sarney, de 57 anos. O filho do presidente do Senado, José Sarney, é vice-presidente da Região Norte.

 

Para chegar ao cargo, Weber Magalhães dependeria da convocação de uma assembleia-geral, o que pode ser feito pela maioria das 27 Federações a qualquer momento. “Tenho uma grande amizade com os presidentes de Federação. Sempre os recebi muito bem aqui em Brasília”, disse.

 

Embora Weber Magalhães não confirme contato com Federações, pelo menos três presidentes dessas entidades já iniciaram movimento de apoio ao brasiliense.

 

A resistência ao nome de José Marin, ex-Governador de São Paulo e ex-presidente da FPF,  teria conotação política movida por uma disposição de não deixar a CBF sob comando de dirigentes paulistas.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

16/02/2012.

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