FBI investiga conta de ex-CBF em Mônaco

11/06/2015Mais Esportes

O FBI identificou depósitos vindos de empresas do Golfo Pérsico nas contas do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em Mônaco, em indício que levou os investigadores americanos a suspeitar que o brasileiro recebeu dinheiro por votar pelo Catar para sediar a Copa de 2022.

 

Semana passada, o Estado revelou com exclusividade que a empresa que organizava os jogos amistosos da seleção brasileira entre 2006 e 2012, a Kentaro, foi alvo de ação da Justiça suíça.

 

Os empresários foram questionados sobre a realização de jogo amistoso entre Brasil x Argentina, no Catar, em novembro de 2010.

 

A Kentaro não está sendo processada. Mas a suspeita é de que o jogo foi usado pelos empresários do Catar e pelos organizadores da campanha de 2022 como a forma de pagamento da propina, tanto a Teixeira como ao então presidente da AFA - Associação Argentina de Futebol, Julio Grondona. Alguns dias depois, ambos votariam pelo Catar para sediar a Copa.

 

Agora, uma conta foi identificada em nome de Teixeira em Mônaco e já estaria bloqueada. Ao levantar os depósitos feitos na conta, os investigadores americanos e suíços descobriram diversas transferências vindas de contas no Golfo.

 

Teixeira teria passado pelo principado de Mônaco em janeiro, fevereiro, abril e maio de 2014, sempre ficando pelo menos dois ou três dias. O dirigente se hospedava no luxuoso hotel Metropole. Não por acaso: o hotel fica a poucos metros do banco.

 

 

Redação Futebol Bauru

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11/06/2015.

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