Ex-São Paulo nega ter recebido ameaça de morte
Richarlyson agora no Novorizontino. (Otempo)
O ala-volante-meia Richarlyson, irmão de Alecsandro, do Palmeiras e filho de Lela, atual técnico do Noroeste, e que defendeu o São Paulo entre 2005 e 2010 conquistando o Mundial de Clubes e três vezes o Campeonato Brasileiro foi citado.
Em entrevista à Folha, o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, relembrou os problemas que as duas principais torcidas organizadas do São Paulo tiveram com o jogador.
O dirigente, vice-presidente de futebol na época, disse que Richarlyson chegou a sofrer ameaças das duas facções do clube. Mesmo assim, garante sempre ter defendido o volante.
“Há muitos e muitos anos, eles queriam matar um jogador que diziam que era gay, aquela coisa do machismo (em referência a Richarlyson). Na torcida tem um monte de gays, como em todos os lugares. Eu era vice-presidente de futebol, e eles foram lá falar comigo. Estavam tentando invadir, recebi uns 12 (integrantes), das duas torcidas. Conversamos e foi tudo bem. Defendi o jogador”, disse Leco ao jornal.
Richarlyson, entretanto, disse que a pressão da torcida jamais chegou a colocar em risco sua vida.
Em contato telefônico com o UOL relembrou as vaias e críticas que recebia das principais organizadas do clube, mas disse que a pressão jamais superou os limites do campo.
“A única forma de repressão que havia era no campo mesmo, vaiando às vezes. Eu não entendo o porquê”, contou o meio-campista, que defenderá o Grêmio Novorizontino no Paulistão.
“A gente não é bobo, sabe o que havia naquela época. Mas ameaça de morte, em nenhum momento eu recebi”, completou.
Redação Futebol Bauru
20/01/2016

