Ex-presidente tem cardápio simples na prisão

30/05/2015Mais Esportes

Porta-voz da Justiça da Suíça, Folco Galli expôs o dia-a-dia dos sete dirigentes presos em Zurique, cidade suíça, acusados pela Justiça americana por esquemas de corrupção na Fifa.

 

Galli afirmou que os dirigentes passam 23 horas por dia na cela, período que pode ser diminuído através do trabalho prisional, sem qualquer tipo de regalia, como uso de telefone e internet.

 

“Eles não têm privilégios e não poderão receber nenhuma encomenda de fora”, disse Galli à agência AP. Os detidos também possuem refeição simples.

 

Após ficarem hospedados em um hotel de luxo na Suíça, com diárias superiores a 4 mil euros ou R$ 13 mil reais, e dispondo de farto cardápio, os dirigentes agora só têm direito a um prato com arroz, carne e vegetais. Às vezes, uma fruta complemente a alimentação.

 

A visitas são exclusividades de advogados e esposas, apenas.

 

Galli sabe que os acusados podem recorrer da decisão até o dia 8 de junho. Porém, não acredita que haverá liberdade condicional, com o pagamento de fiança.

 

“É possível, mas muito raro. A lei diz que a pessoa precisa ficar detida durante todo o processo de extradição. Se deixarmos alguém sair e acontecer uma fuga, a Suíça estará rompendo com suas obrigações”.

 

De acordo com o representante da Justiça, o processo de extradição dura, em geral, seis meses. Porém, a burocracia pode fazer o intervalo chegar a um ano.

 

Neste contexto, os presos esperam o dia 3 de julho, prazo final para que os Estados Unidos concretizem a ordem extradicional formal.

 

Detido em território suíço, o ex-presidente da CBF - Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, 83 anos, foi afastado da entidade e está impedido, ainda que provisoriamente, pela Fifa de realizar atividades ligadas ao esporte.

 

Marin, enytre 1982/83, foi governador biônico (indicado) do Estado de São Paulo, ainda à época da didadura militar.

 

Redação Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

30/05/2015.

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