Ex-presidente acusa empresário de interferência

24/10/2015Mais Esportes

O ex-presidente do São Paulo, advogado Carlos Miguel Aidar, voltou à cena após renunciar ao cargo.

 

Em entrevista ao Estadão, Aidar afirma que quer provas de que desviou dinheiro do clube, demonstra arrependimento de ter voltado (comandou o São Paulo de 1984 a 88 pela primeira vez) e questiona a fidelidade dos membros da diretoria durante sua gestão.

 

O vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro foi o responsável pela acusação e disse ter provas baseado em conversa gravada entre eles.

 

“Se ele não mostrar, vai ficar complicado. Acho que ele gravou. Eu não lembro exatamente as palavras, mas lembro algumas das coisas. Recompondo a memória, ficou nítido que as perguntas eram ensaiadas. Comecei a perceber que as perguntas eram específicas de pontos possivelmente polêmicos, meio que provocativos. Mas isso já foi. Eu quero que seja apurado tudo. Faço questão que se faça uma auditoria. Isso é muito importante para o São Paulo e obviamente, para mim”.

 

Ao ser questionado sobre supostos problemas financeiros pessoais de Ataíde, Aidar confirmou ter conhecimento, mas pediu licença para não revelar e disse que não pretende processá-lo.

 

“Não quero atacar o Ataíde. Nem tenho razão para falar com ele mais. Não é minha intenção (processar). Não adianta ficar remoendo”.

 

O ex-presidente afirma que o técnico colombiano Juan Carlos Osorio mentiu para ele e admite autoria da polêmica mensagem ao treinador, pedindo o fim do rodízio. O antecessor do atual técnico Doriva saiu do São Paulo para treinar a seleção do México.

 

Aidar também acusa o empresário Abílio Diniz de interferir nas escalações do time, por meio do auxiliar Milton Cruz.

 

“Eu tinha certeza que ia embora. O Osorio mentiu dizendo que estava procurando apartamento, mas não saía do flat. Ele havia ido a casa do Abílio. O Milton Cruz é bem amigo do Abílio. Quando assumi, proibi a comissão técnica de ir de celular para o banco de reservas. O Abílio ligava durante o jogo para o banco para colocar jogador, telefonava para o Milton para mudar o estilo do jogo”.

 

Ainda segundo Aidar “Quando me tornei presidente, ia ao vestiário e pedia para deixarem o celular lá antes de ir para o campo. Durante o jogo ele ligava. O Muricy Ramalho não levava a sério. Eu tenho receio do Doriva não ficar muito tempo, por ter sido escolha minha. Acho que vão querer tirá-lo”, afirmou.

 

Redação Futebol Bauru

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24/10/2015


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