Ex-jogador não pode mais ser punido decide Ministro

15/09/2011Mais Esportes

O ministro Joaquim Barbosa, do STF - Supremo Tribunal Federal, declarou que o ex-jogador Edmundo Alves de Souza Neto não pode mais ser punido pela morte de três pessoas em acidente de trânsito ocorrido em 1995, no Rio de Janeiro. De acordo com a decisão, o crime prescreveu.

 

Edmundo tinha sido condenado, em 1999, a quatro anos e seis meses de prisão por homicídio e lesão corporal. Chegou a ser preso duas vezes, naquele ano e em junho de 2011, mas foi solto graças a recursos interpostos pela defesa.

 

O caso chegou ao STF em 2010. A decisão divulgada nesta quinta definiu cita que a condenação de Edmundo prescreveu em 25 de outubro de 2007, oito anos depois de a pena ter sido fixada.

 

Acidente com mortes

Edmundo dirigia uma Cherokee e havia acabado de sair da boate Sweet Love com as amigas Roberta Rodrigues de Barros Campos, Débora Ferreira da Silva, Markson Gil Pontes e Joana Maria Martins Couto, que morreu no hospital. O carro de Edmundo bateu em um Uno, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

 

O Uno era dirigido por Carlos Frederico Brites Pontes, que também morreu no local do acidente. Pontes estava acompanhado da namorada Alessandra Cristini Pericier Perrota, que morreu no hospital, e de Natascha Marinho Ketzer. Roberta, Débora e Natascha ficaram feridas.

 

O laudo policial sobre o acidente concluiu que a alta velocidade em que o jogador conduzia seu carro foi determinante para a batida. Edmundo foi acusado, denúncia formal, de triplo homicídio culposo, em 1996.

 

Foragido por 24 horas

Em sua defesa, no depoimento para o Ministério Público, Edmundo disse que foi fechado pelo motorista do Uno, mas não convenceu a Justiça.

 

Em 5 de março de 1999, Edmundo foi condenado. Os advogados do jogador entraram com um recurso e conseguiram a liberdade provisória.

 

Em outubro, o Tribunal de Justiça confirmou a sentença e determinou a imediata detenção do jogador. Depois de ficar foragido por 24 horas, Edmundo se entregou e chegou a passar uma noite detido na Polinter - Polícia Interestadual, mas foi liberado graças a uma liminar do STJ - Superior Tribunal de Justiça.

 

A defesa do atleta fez várias tentativas de reverter a condenação, até então sem sucesso. O jogador também teve de fazer acordos com as famílias dos envolvidos no acidente, que entraram na Justiça com pedidos de indenização.

 

Redação Futebol Bauru

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15/09/2011.

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