Ex-jogador mata namorada e se suicida
As Policias Militar e Civil encontraram nesta quarta-feira o corpo do ex-jogador Luiz Gonzaga da Silva, o Tatá, 33 anos, e da ex-namorada, a agente de saúde Daise Ferreira, 22 anos, na região de Araraquara, interior de São Paulo. Os dois estavam desaparecidos havia desde 21 de dezembro.
Depressivo com o fim do namoro, Tatá, ex-jogador de times como a Ferroviária, Matonense, Lemense, entre outros, teria matado a ex-namorada e depois se suicidado com um tiro na cabeça, na cidade de Gavião Peixoto.
Segundo o delegado Gustavo Maio, de Gavião Peixoto, trabalhadores rurais encontraram o corpo do casal em avançado estado de decomposição, trancado dentro do carro dele, um Astra. O veículo estava em um canavial às margens da Rodovia Nelson Barbieri, estrada que liga Araraquara e Gavião Peixoto.
Relato preliminar da perícia indica que Tatá teria dado três tiros na cabeça da ex-companheira e, depois, se matado. Eles foram vistos pela última vez em uma festa de final de ano.
Carro fechado
Tatá, como era conhecido, tinha deixado o futebol havia cerca de oito anos e trabalhava como monitor de esportes na Prefeitura de Gavião Peixoto, onde morava com a família. O casal teve um relacionamento que durou um ano. Eles chegaram a ficar noivos, mas Daise rompeu no início do mês.
Peritos e policiais tiveram dificuldade em retirar as vítimas, em razão de o carro ter ficado fechado por cerca de nove dias. A arma usada no crime, um revólver calibre 38, foi encontrada em cima do colo do ex-jogador, e as marcas de perfuração dos tiros podiam ser vistas no vidro do passageiro.
O desaparecimento do casal foi registrado em BO - Boletim de Ocorrência por familiares e a polícia buscava pistas, procurando pelo carro de Tatá.
Segundo parentes e amigos, Tatá não teria ameaçado a jovem de morte, mas não aceitava o fim do relacionamento. A PM cogitava, inclusive, utilizar o helicóptero Águia para fazer buscas no meio do canavial, acreditando que o ex-jogador tivesse mesmo cometido o crime e abandonado o veículo.
Redação AFB
30/12/09.

