Ex-Corinthians continua preso por falta de pagamento
O ex-volante Zé Elias, ex-Corinthians, se preparou psicologicamente para passar 30 dias preso pela falta de pagamento de pensão alimentícia a sua ex-mulher, Silvia Regina Corrêa de Castro. A afirmação é da atual esposa do ex-jogador, Renata Loreto Ribeiro.
Ciente da dificuldade da concessão do alvará de soltura, Renata diz que Zé Elias está consciente e preparado para a possibilidade de ter de cumprir a pena até o fim.
“Nós não temos R$ 1 milhão de reais para depositar. Ninguém tem. Durante o curso do processo, nós conversamos muito. Viemos nos preparando para isso nos últimos meses. Nunca estamos 100% preparados, mas sabíamos da possibilidade de isso acontecer”, disse a atual esposa do ex-jogador.
Renata afirmou que o marido está tranquilo, calmo e que tem dado forças para ela seguir firme no trabalho e cuidando dos filhos. Zé Elias está preso desde 21 de julho no 33º Distrito Policial, Vila Mangalot, em Pirituba, em São Paulo, pela falta de pagamento de pensão alimentícia a sua ex-mulher Silvia.
Foco no trabalho
Renata, que esteve na delegacia nos últimos dias, não irá visitá-lo nesta quarta-feira. Ela não conseguiu adiar compromissos profissionais.
“O que tem me ajudado a superar esse momento difícil em nossas vidas é o meu trabalho. É de lá que estou tirando forças. Não tenho como adiar as cirurgias marcadas”, afirmou Renata, médica especializada em ginecologia e obstetrícia.
Zé Elias recebeu mandado de prisão por não pagamento de pensão alimentícia a ex-mulher e advogada, Silvia Regina Corrêa de Castro, com quem teve dois filhos.
O tempo de prisão inicialmente determinado é de 30 dias. Zé Elias que se apresentou de forma voluntária, não concorda com o valor pedido pela ex-mulher, que, por sua vez, argumenta que os vencimentos dele permitem uma melhor remuneração.
O processo está em andamento desde 2006, quando Zé Elias solicitou revisão do valor da pensão, cuja ação, cinco anos depois, ainda não foi julgada.
Na época, Silvia Regina apresentou documento que dizia que o ex-jogador, então no Olympiakos, da Grécia, possuía um contrato de direito de imagem com uma empresa de refrigerante. Sendo assim, ele teria dinheiro suficiente para seguir desembolsando o mesmo valor todo mês, cerca de R$ 25 mil reais.
Redação Futebol Bauru
27/07/2011.
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