Ex-CBF se recusou a entregar outros dirigentes
Durante a negociação que resultou no acordo que permite ao ex-presidente da CBF, José Maria Marin, 83 anos, esperar em prisão domiciliar
O brasileiro recusou.
Marin é acusado de receber e repartir propinas relativas a venda de direitos de transmissão da Copa do Brasil e da Copa América.
Pedindo propina
Durante a investigação das autoridades americanas, o ex-presidente foi gravado pedindo propina ao empresário J. Hawilla, acionista da TV Tem e que quebrou o Jornal Bom Dia, em Bauru, um dos principais colaboradores da Justiça americana no caso.
A investigação do FBI não cita nomes de outros dirigentes brasileiros, mas indica que Marin dividia os subornos com outros dois.
Um deles é citado apenas como “seu antecessor”, ou seja, Ricardo Teixeira. O outro seria um dirigente com alto cargo na Conmebol, na Fifa e na CBF. Marco Polo Del Neto, presidente da CBF,nega que seja ele.
Vigiado 24 hs
José Maria Marin alegou ser inocente. E, como tal, não tem o que ou a quem delatar. Esta posição, porém, não é definitiva.
O processo contra Marin nos EUA apenas começou. Na medida em que o processo avançar, as autoridades americanas podem voltar a oferecer a possibilidade de colaboração ao brasileiro.
Marin está usando tornozeleira eletrônica e é vigiado de dentro do apartamento por agente de uma empresa de segurança privada durante 24 horas por dia.
Há câmeras instaladas na porta do apartamento e em todas as saídas do prédio. É Marin quem tem que pagar os custos de todo esse aparato.
Marin está preso em seu apartamento no 41o andar da Trump Tower, um prédio na área mais cara da cidade.
Para convencer os americanos de que não pretende fugir, Marin pagou US$ 3 milhões de dólares ou quase R$ 12 milhões de reais e ofereceu como garantia o apartamento
Redação Futebol Bauru
06/11/2015
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