Ex-CBF paga quase R$ 60 milhões de fiança

04/11/2015Mais Esportes

Após ser extraditado para os Estados Unidos, terça-feira, o ex-presidente da CBF - Confederação Brasileira de Futebol,  José Maria Marin, 83 anos, já cumpre prisão domiciliar em seu apartamento em Nova York.

 

Marin participou de audiência no Tribunal da cidade pouco depois de desembarcar. Ficou sentado a maior parte do tempo e teve a ajuda de um tradutor.

 

Sua mulher ficou a seu lado durante todo o tempo, em pé. Ao final, após assinar documentos, tomou um copo de água e a abraçou longamente. Emocionados os dois não se viam desde a prisão de Marin em Zurique, na Suíça, em 27 de maio passado.

 

Ao deixar o Tribunal cercado pelos seus advogados, não quis dar declarações à imprensa. Apenas disse “boa noite” e “um abraço” aos repórteres que o esperavam do lado de fora.

 

R$ 57 milhões

O dirigente se comprometeu a pagar fiança de US$ 15 milhões de dólares ou cerca de R$ 57 milhões de reais às autoridades americanas para aguardar o julgamento sobre envolvimento com desvios em contratos do futebol em sua casa.

 

O edifício onde Marin tem apartamento, a Trump Tower da Quinta Avenida, fica na região central da cidade, de alto valor imobiliário e a uma quadra do Central Park.

 

No entanto, Marin pouco poderá desfrutar o que tem de melhor em sua vizinhança. Seu advogado disse à Folha que não poderá deixar o apartamento. Marin será monitorado e não poderá ter contato com os outros investigados.

 

Milhões de dólares

Horas antes da audiência, o ex-presidente da CBF havia sido extraditado pelo governo suíço. Dois policiais americanos levaram-no escoltado em um voo de Zurique para Nova York.

 

Marin é acusado de receber “milhões de dólares de propina” de um esquema ligado a desvios de dinheiro de vendas de direitos de transmissão de torneios da Copa América e da Copa do Brasil.

 

Alvo da investigação americana, o sucessor de Marin na CBF, Marco Polo Del Nero, evita deixar o Brasil, com medo de ser preso no exterior.

 

O escândalo levou a Fifa à maior crise de sua história. Sob pressão, seu presidente, o suíço Joseph Blatter, renunciou dias depois de ser reeleito, convocando novas eleições para fevereiro de 2016.

 

Redação Futebol Bauru

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03/11/2015


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