Ex-atacante do Noroeste volta a aprontar
Valdiram jogou apenas 29 minutos pelo Noroeste em 2009. (Futebol Bauru/Arquivo)
Valdiram jogou apenas 29 minutos pelo Noroeste em 2009. (Futebol Bauru/Arquivo)
O atacante Valdiram, que passou fugaz pelo Noroeste, por quatro meses em 2008/09 vive mais um drama na carreira.
Depois de jogar ao lado de Romário e ganhar destaque nacional pelo Vasco da Gama em 2006, quando foi artilheiro da Copa do Brasil, o atleta teve problemas com a polícia, chegou a ser preso, mas ganhou outras chances para tentar vencer a dependência de álcool e drogas.
Em 2014 o jogador tentou recomeçar no Comercial, time do interior de Alagoas. Mas a trajetória durou pouco, muito pouco.
Após arrebentar em um treino, o atacante sumiu por três dias e foi encontrado em “condições deploráveis”, em suposta recaída que tem no meio a suspeita de furto do telefone celular de um colega de clube. Nesta semana, o clube comunicou o desligamento de Valdiram.
Segundo a direção do Comercial (AL), Valdiram chegou a Viçosa acompanhado de um amigo, pedindo oportunidade para ser avaliado.
Durante três semanas, a comissão técnica do time, comandada por Paulo Roberto Guillard, observou atentamente o trabalho do atleta, de 31 anos. Aprovado no teste, o jogador foi contratado em 8 dedezembro, mas, depois disso, segundo o presidente do clube, Flavius Flaubert, vieram os problemas.
“O atleta foi avaliado por quase um mês e seu comportamento foi exemplar. Inclusive, ele disse que não bebia há dois anos e me pediu para trocar a pensão em que estava hospedado pela concentração do Comercial, alegando estar muito perto de pessoas que bebiam. Entendemos e autorizamos a mudança”.
“Fechamos contrato com o jogador e ele arrebentou no treino. Chamou a atenção de todos que viram o trabalho, mas, após esse treino, ele sumiu. Não treinou, faltou ao jogo e pedi a pessoas que tinham contato com o jogador para avisá-lo que seria dispensado.
“Ele foi à concentração buscar as coisas e levou um celular de um jogador nosso”, contou o dirigente do Comercial.
Boca de fumo
Segundo Flavius, a direção do clube alagoano passou a investigar o caso e o jogador foi encontrado em péssimas condições.
“Pessoas que conhecem bem Viçosa descobriram o celular numa boca de fumo da cidade. Valdiram havia vendido o celular por R$
“Depois, foi encontrado por essas pessoas, sendo uma delas o nosso supervisor, Flávio Chila, em condições deploráveis, até desmaiado”.
Drogas
“Havia no local velas e latas, que dão a entender que houve consumo de crack. É uma situação triste, que estou expondo porque todos em Viçosa ficaram sabendo. É lamentável porque o jogador estava há dois anos longe das drogas e do álcool e trabalhou muito bem, jogando absurdamente. Não dá para acreditar nas jogadas que fez nos coletivos”.
“O nível dele é muito alto. Infelizmente, essa foi uma recaída e ele precisa de ajuda, de tratamento”, declarou o dirigente, que não levou o caso à polícia.
O supervisor do Comercial confirmou a versão do presidente e acrescentou mais detalhes.
Situação complicada
“A situação do atleta é complicada. Treinou muito bem e a gente estava fazendo uma aposta muito grande nele. Na concentração, teve uma situação muito estranha”.
“Fui comunicado que ele levou o celular de um jogador, que prefiro não dizer o nome, e o Valdiram foi dispensado por isso. Não envolvemos a polícia na questão, até porque sabemos que é uma pessoa que necessita de tratamento”.
“Quando o encontrei, ele estava alcoolizado ou alguma coisa desse tipo, até porque não sei quando alguém está drogado. A fisionomia era totalmente diferente da normal do Valdiram. Entramos em contato e pedimos ao pai dele para vir buscá-lo. Na última segunda-feira, ele deixou Viçosa”, narrou Flávio Chila.
No Noroeste
Em 31 de outubro de 2008 Valdiram chegou ao Noroeste por indicação do então gerente de futebol, Joice Queiroz. Fora de peso e com pouca vontade nos treinos.
Fez único jogo pelo Noroeste, em 1 de fevereiro de 2009, na derrota de
Redação Futebol Bauru/Fonte: Globo.com
18/01/2014.

