Estádio de campeão Brasileiro é vendido para pagar dívidas
Em audiência pública com representantes do Guarani, de Campinas, das empresas interessadas e do poder público, a juíza Ana Claudia Torres Vianna, titular da 6ª Vara do Trabalho, rejeitou as três propostas formalizadas na hasta de 18 de março, mas aceitou a quarta oferta, da Maxion Empreendimentos Imobiliários.
O valor de R$ 105 milhões de reais contempla os credores, mas deixa o Guarani, campeão Brasileiro em 1978, sem perspectiva de usar o estádio para aliviar os problemas financeiros.
A diretoria do clube já entrou com pedido de embargo. Diante dos recursos jurídicos disponíveis, a juíza Ana Claudia prevê até um ano para que o Guarani seja despejado e a Maxion assuma como nova proprietária do Estádio Brinco de Ouro da Princesa.
A Maxion, com sede
Sem estádio
Após estudos e pesquisas de mercado, a empresa enviou o advogado Dárcio Vieira Marques a Campinas para oferecer R$ 105 milhões, sem condicionantes, com pagamento de 30% à vista e o restante em 12 parcelas iguais.
Com a aprovação da Justiça, a entrada será depositada. Como as execuções trabalhistas estão em torno de R$ 60 milhões de reais, sobrariam R$ 45 milhões de reais, a serem colocados à disposição para os débitos fiscais. O Guarani ficará com o que sobrar.
Segundo Marques, a intenção da Maxion é se desfazer do estádio.
Como as ofertas no leilão anterior não agradaram nem à Justiça nem ao Guarani, o objetivo do encontro era detalhar as intenções das empresas para buscar um consenso.
A MMG Consultoria & Assessoria Empresarial Ltda, a Gold Business e a Lances Negócios Imobiliários, que anteriormente ofereceram R$ 46 milhões, R$ 70 milhões e R$ 65 milhões de reais, respectivamente, também participaram.
Redação Futebol Bauru
31/03/2015

