Elenco do São Paulo está dividido
Diego Lugano reestreia domingo no São Paulo
Atraso no pagamento de salários, direitos de imagem e premiação fez os jogadores do São Paulo decretarem “greve de silêncio” que acabou dividindo o vestiário, após a derrota para o The Strongest.
Antes de enfrentar o time boliviano, os jogadores combinaram de não falar com a imprensa, independente do resultado, em forma de protesto pelos atrasos, de até três meses no caso nos direitos de imagem e de poucos dias nos salários registrados na carteira de trabalho, além dos prêmios pela classificação à Libertadores.
A estratégia já havia sido colocada em prática na véspera da partida, quando nenhum jogador quis participar de entrevista coletiva, o que acabou obrigando o técnico argentino Edgardo Bauza falar com os jornalistas, o que não costuma fazer no dia anterior aos jogos.
Vitória surpreendente
Pelo plano inicial a ideia era aliar o silêncio com vitória categórica sobre o The Strongest para dar recado aos torcedores que o time, mesmo com dinheiro a receber da diretoria, continuava a se dedicar em campo.
Mas a surpreendente vitória do rival, apenas a segunda na história de clube boliviano pela Libertadores no Brasil, complicou a estratégia e deixou sequelas no vestiário.
Na saída do gramado, no Pacaembu, nenhum jogador atendeu os jornalistas: alguns foram até levados com puxões para o vestiário por companheiros.
Mas, no vestiário, o pacto de silêncio foi quebrado por alguns com destaque para dois estrangeiros: o uruguaio Diego Lugano, que incentivou os companheiros a falarem e o argentino Calleri, um dos poucos poupados pelas críticas dos torcedores na arquibancada. O goleiro Denis e o atacante Alan Kardec também decidiram falar.
Isso causou mal estar dos líderes do movimento pelo silêncio. Os mais indignados com a quebra no pacto eram Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos, que hoje veste a tarja de capitão e que pode perder o posto quando Lugano reestrear possivelmente domingo pelo Paulistão.
Redação Futebol Bauru
19/02/2016

