EC Noroeste: Quem te viu, quem te vê, não pode crer

16/04/2015Noroeste

Portões de acesso ao Estádio “Alfredo de Castilho” escancarados. Entra quem quer... (Futebol Bauru/Proibida reprodução 16/04/2015)

“Ilustres” visitantes à vontade no banco de reservas. Quem são? Milionários do Qatar trazendo dinheiro ao Noroeste? Empresários de jogador?. (Futebol Bauru/Proibida reprodução 16/04/2015)

Dezenas assistem atividade de garotos da escolinha, no campo suplementar. (Futebol Bauru/Proibida reprodução 16/04/2015)

Campo teve a grama podada quarta-feira e amontoada. (Futebol Bauru/Proibida reprodução 16/04/2015)

Para não atrasar o treino coletivo, atletas ajudaram a tirar mais de uma dezena de montes de grama. (Futebol Bauru/Proibida reprodução 16/04/2015)

Antes de conversar com jogadores de o time titular, o técnico João Martins pediu “menos barulho” de garotos na ex-Tribuna. (Futebol Bauru/Proibida reprodução 16/04/2015)

Portões de acesso ao Estádio “Alfredo de Castilho” escancarados. Entra quem quer... (Futebol Bauru/Proibida reprodução 16/04/2015)

(*) Erlinton Goulart

 

Antes mesmo de estrear no Campeonato Paulista Segunda Divisão, a quarta e última do futebol profissional paulista, o Noroeste já incorpora a mendicante, a penúria, a desorganização e, sobretudo, a várzea que caracterizam a infortunia competição.

 

O clube, antes referência no Interior, está ao Deus dará.

 

Entra quem quer

Portão escancarado, acesso ao gramado liberado, estranhos à vontade no banco de reservas, como se fossem donos do clube, e na antiga Tribuna de Honra garotos mal-educados.

 

O técnico João Martins, na ausência de administrador (?), de gerente (?), de supervisor (?), teve de olhar circunspecto e pedir, da pista, “menos barulho” e principalmente respeito ao elenco que se exercitava em treino de aquecimento.

 

O treinador também não disfarçou desconforto com a mudança, de novo, de horário.

 

Muda de roupa

Há mais de dois meses o clube protocolou ofício na FPF - Federação Paulista de Futebol determinando jogos do time, no Estádio “Alfredo de Castilho”, aos sábados, às 10 horas.

 

Agora mudou, como se muda de roupa, e o time vai jogar aos sábados à tarde, diante, certamente, de meia dúzia de torcedores abnegados.

 

O campo que deveria estar pronto para o treino coletivo só pode ser liberado devido ao espírito coletivo e participativo dos atletas que ajudaram a recolher a grama cortada ontem, mas não retirada.

 

Esse é o Noroeste atual. Muitos caciques, poucos índios.

 

PS - “Quem te viu, quem te vê. Quem não a conhece não pode mais ver pra crer. Quem jamais a esquece não pode reconhecer”. (Chico Buarque)

 

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(*) Erlinton Goulart, Jornalista, Editor de Conteúdo do Futebol Bauru, acompanha o Noroeste, rotineiramente, desde 1970

www.futebolbauru.com.br

16/04/2015

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