"Dono" de jogadores evita irmão em eleição
A pedidos dos investidores que compõem sua equipe de trabalho, Fernando Garcia resolveu adotar tom neutro na disputa eleitoral do Corinthians.
Conselheiro do clube, atua junto a cinco jogadores do elenco atual e também é irmão de Paulo Garcia, candidato da oposição. Entretanto, não deve se posicionar no pleito marcado para 1 de fevereiro.
Inicialmente apenas dono de direitos econômicos de Ralf, Fernando Garcia ganhou espaço nos últimos meses com o investimento em jogadores.
Depois, foi sócio na chegada do zagueiro Cleber, vendido por sua própria equipe ao Hamburgo, da Alemanha. Hoje, o grupo de Garcia, segundo UOL, tem direitos de Petros, Luciano, Uendel, Malcom e Guilherme Arana, além de garotos da base.
Sem se posicionar
Segundo o estatuto do Corinthians, conselheiros do clube não podem ter relação profissional, seja como procurador ou agente de atleta, e tampouco receber remuneração.
Por conta dessa cláusula, os parceiros pediram a Fernando Garcia que evite qualquer posicionamento nas eleições do clube. Entre os que quiseram neutralidade está Marcus Sanchez, dono do laboratório EMS e sócio na empresa Elenko Sports.
O novo posicionamento se deu depois de entrevistas recentes de Fernando Garcia com críticas duras a Roberto de Andrade, candidato da situação.
Colocou dinheiro
Para o estafe da Elenko, as palavras de Garcia poderiam soar como campanha eleitoral para o irmão. Por tabela, prejudicariam os negócios no Corinthians em caso de vitória situacionista. Até por isso, as pessoas próximas a Fernando tentam afastar as imagens dos dois irmãos.
No futebol do Corinthians, Fernando Garcia ganhou espaço em 2014 justamente depois da saída de Roberto de Andrade.
Além da participação em negociações, o empresário realizou empréstimos para socorrer a diretoria do clube a manter compromissos em dia.
Redação Futebol Bauru
13/11/2014
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