Diretor é preso e nega acusações de líder de quadrilha

08/07/2014Mais Esportes

A Match Services, empresa associada à Fifa, confirmou que o diretor-executivo Raymond Whelan permanecerá no cargo, mesmo após ter sido preso, e posteriormente solto, sob a acusação de liderar quadrilha internacional de venda ilegal de ingressos para a Copa do Mundo.

 

O anúncio foi feito em comunicado da empresa, única autorizada pela Fifa a comercializar ingressos aliados a pacotes de hospedagem para jogos no Mundial.

 

“Ray Whelan foi liberado da custódia policial e irá auxiliar a polícia durante o inquérito. A Match tem completa fé de que os fatos irão estabelecer que ele não violou qualquer lei”, diz o comunicado.

Whelan passou os últimos dois anos no Brasil. De hotel em hotel, vendia pacotes VIP e observava quais hotéis atendiam critérios para credenciamento como acomodações oficiais.

 

O empresário trabalhava oficialmente pela Match, mas em questões de interesse da Fifa, sua parceira comercial.

 

Diante de príncipe

Preso segunda-feira, Whelan negou as acusações assim que foi abordado por policiais civis no hall do badalado Hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio.

 

No momento da abordagem estavam no mesmo ambiente o príncipe Albert, de Mônaco; o ex-jogador Claudio Caniggia, atacante da Argentina nas Copas de 1990 e 1994, e diretores da Fifa.

 

Após receber a notícia de que seria preso, o diretor da Match foi levado até o quarto, onde o delegado Fábio Barucke, o promotor Marcos Kac e mais três policiais apreenderam 82 ingressos para as semifinais e a final da Copa, US$ 2 mil dólares, ou R$ 4 mil e 400 reais, um notebook e o telefone celular que Whelan conversava com o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana.

 

900 ligações

O franco-argelino, preso no Rio de Janeiro semana passada, é suspeito de ser o principal distribuidor dos ingressos arrecadados por quadrilha internacional que atuava desde 2002, na Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul.

 

A investigação policial revelou que houve 900 ligações de Fofana para o celular de Whelan desde o início da Copa, em 12 de junho passado. Por telefone, os dois falavam sobre quantidades de ingressos, sem discutir valores.

 

Policiais envolvidos na investigação acreditam que os preços eram acertados pessoalmente, em reuniões que aconteciam no Copacabana Palace. A polícia requisitou ao hotel imagens do circuito interno de TV em busca de flagrantes de encontros.

 

Redação Futebol Bauru

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08/07/2014

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